quarta-feira, 30 de junho de 2010

15 mil pessoas votam hoje para escolher novo reitor da Unemat


Cerca de 15 mil pessoas entre acadêmicos, professores e técnicos administrativos devem votar hoje (30/06) para escolher o próximo reitor da Universidade do Estado de Mato Grosso. A votação começou às 9h em 22 cidades de Mato Grosso e seguem até às 22 horas de hoje, quando começa a apuração. No início da manhã a votação transcorria de forma tranqüila em todos os locais de votação, no campus de Cáceres a movimentação era intensa de acadêmicos.

O presidente da comissão eleitoral, Anderson Marques do Amaral, lembra que ao todo são 28 urnas espalhadas no estado, isso porque em Cáceres são quatro urnas, sendo uma na sede administrativa e três no campus Jane Vanini, e nos campi de Sinop, Tangará da Serra e Barra do Bugres foram colocadas duas urnas. Nos demais campi: Alto Araguaia, Alta Floresta, Colider, Juara, Nova Xavantina, Pontes e Lacerda e Luciara foram colocadas uma urna em cada. Também existem urnas no escritório regional da Unemat em Cuiabá, e nos núcleos pedagógicos: Aripuanã, Confresa, Jauru, Juína, Lucas do Rio Verde, Mirassol D´Oeste, Poconé, São Félix do Araguaia, Tapurah e Vila Rica.

Voto Paritário: As eleições na Unemat são por voto paritário, em que cada segmento da instituição responde por 33% dos votos apurados. Ao todo cerca de 13.500 acadêmicos sejam da graduação como da pós-graduação estão aptos a votar, 500 técnicos administrativos e 1.000 professores.

Candidatos: Três chapas concorrem no processo eleitoral. As cédulas de votação tem cores distintas para cada segmento, sendo a branca para acadêmicos, azul para docentes e verde para técnicos administrativos. Os candidatos são: Chapa 1- Adriano Silva e Dionei José, Chapa 2 - Elias Januário e Professor Maluf e Chapa 3 - Edna Sampaio e Adil de Oliveira.

Apuração: A apuração dos votos terá início tão logo terminem as votações, e a comissão eleitoral deverá publicar boletins on line de hora em hora com os resultados parciais da eleição no site da Unemat.

Fonte: Lygia Lima / Assessoria de Comunicação-UNEMAT

PS: A UCS poderia ter seguido esse exemplo, infelizmente....

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Com bom público

O debate organizado pelo Sinpro e pela ADUCS na manhã de sábado (19/06) contou com uma boa presença de público. A atividade reuniu estudantes e professores das universidades comunitárias do Rio Grande do Sul para discutirem o projeto de lei que estabelece um marco regulatório para essas instituições.

Esse foi a 3ª edição dessa rodada de debates que o Sinpro vem realizado pelo estado. Em Caxias do Sul houve uma pauta dupla. Além do projeto das comunitária houve uma discussão sobre o processo de escolha para reitor da UCS.

Na mesa de abertura, que contou com a presença do deputado estadual Raul Pont (PT), o parlamentar, que é membro da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, falou sobre o marco regulatório das universidades comunitárias. Pont lembrou que quando foi Deputado Federal o projeto da nova Lei de Diretrizes e Base da Educação (LDB), que foi discutido na Câmara contava com a diferenciação entre universidade privada, confessional e comunitária, "só que o Darcy Ribeiro fez um projeto praticamente sozinho e ele acabou aprovado", completa o deputado. Pont falou ainda sobre o pedido de audiência pública, formulado pelo Sinpro, à Comissão de Educação para discutir o processo de escolha para reitor na UCS. O deputado relatou que a proposta está na pauta para ser votada, "faz dois meses que não se consegue votar nada na comissão, pois quando chega o requerimento do Sinpro deputados saem do sala para não dar quorum", afirmou o deputado.

O processo de escolha para reitor
A primeira mesa de debates foi a troca de experiências sobre os processos de escolha para reitor nas universidades comunitárias. Foram expostos três casos: UCS, UPF e URI. Os dois últimos foram processos onde a opinião da comunidade foi respeitada, ao contrário da UCS.

Falou em nome da ADUCS a professora Nilva Stedille, candidata eleita pela comunidade universitária para reitora e não empossada. Nilva fez um longo apanhado da história dos processos de escolha para reitor na UCS, começando com a adoção da lista sêxtupla, em 1986, até os dias atuais. Ela lembrou que em 2005 a proposta do Conselho Diretor era contratar uma consultaria que faria a escolha do reitor. Na época a empresa era a Lobo & Associados, que tinha como um dos sócios o Ex-Ministro da Educação do Governo FHC, Paulo Renato de Souza. Essa proposta foi derrotada no Consuni  e isso foi acatado pelo Conselho Diretor.

Já no final desse ano conseguiu-se construir uma importante vitória que era a Consulta Acadêmica onde estudantes, professores e funcionários participaram votando. Nessa consulta o nome mais votado, em todos os seguimentos, foi o do Reitor Isidoro Zorzi, que foi referendado pelo Conselho Diretor. Infelizmente, relatou Nilva, isso não aconteceu nesse ano. Na segunda consulta, aprovada pelo Conselho Diretor houve pouco tempo de campanha, entretanto a participação foi muito maior e também houve uma candidata que foi vencedora em todas as categorias. Dessa vez o Conselho Diretor não cumpriu a palavra e empossou o segundo colocado. Nilva lembrou a importância de democracia dentro de uma universidade, "a democracia precisa sair do discurso e ir para a prática", finalizou.

Em seguida houveram os relatos dos processos eleitorais na Universidade de Passo Fundo, UPF e na Universidade Regional Integrada, URI. As duas instituições são casos de eleições democráticas para reitor. A professora Neusa Rocha contou que na UPF concorreram quatro chapas (é necessário apresentar nominatas completas com reitor, vice e pró-reitores). A peso dos votos entre as categorias é de 70% professores, 15% estudantes e 15% funcionários (na UCS foi 40/30/30), e a participação foi muito boa, "votaram quase todos os professores e funcionário e mais de metade dos estudantes", relata a professora. Entratanto Neusa ainda aponta algumas deficiências "as direções de Campus ainda são indicados". A chapa vencedora, e empossada, tem como proposta de campanha mudar isso.

O processo na URI é semelhante, também se inscrevem chapas e o resultado também é acatado pelo conselho das mantenedoras. Porém o processo é um pouco mais complicado pois cada unidade tem um peso diferente no total de votos, já que a URI foi formada pela união de faculdades locais, como foi relatado pelo professor Alcione Ruani.

Entre as instituição que fazem parte do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas apenas 4 não tem eleição para reitor.

Falta de postura democrática foi cobrada
Durante as intervenções do plenário a falta de democracia e unidade entre a comunidade universitária foi lembrada nas falas. A principal foi o compromisso assumido pelo Reitor Isidoro Zorzi de apoiar o nome eleito pela Consulta Acadêmica. A posição do DCE/UCS em não apoiar a consulta e lançar um candidato foi duramente criticada como divisionista do movimento.


Sobre o Projeto de Lei
A posição do Sinpro RS é de não apoiar a versão do projeto que está na Câmara dos Deputados. "Ele teve modificações para primeira versão, apresentada pelo COMUG, e não tem como apoiar", declarou o representante do Sinpro.

As principais discussões foram referentes a não se ter claro uma definição de Universidade Comunitária, para se identificar claramente o que a diferencia das outras, e os parâmetros necessários para instituí-la e sobre a não explicitação da democratização da gestão e o formato que esta gestão deve conter.

Reunião de estudantes
A tarde, paralelamente ao painel sobre OSCIPS,Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, aconteceu uma reunião entre estudantes presentes. Participaram estudantes da UNISC, UCS e UPF. A discussão entre estudantes teve como principal foco a pouca abertura para a inclusão das opiniões de estudantes no acompanhamento do projeto de lei e a necessidade dessa inserção. Também foi discutida a necessidade de inclusão/acesso das universidades comunitárias ao Plano Nacional de Assistência Estudantil, para compor um dos parâmetros na instituição das universidades comunitárias a ser incluída no projeto de lei em discussão.

Encaminhamentos do III Seminário

  • Referendar ao MEC o que professores e estudantes estão se organizando; 
  • Encaminhar a esse ministério o que há de consenso até então que perpassa a questão da gestão democrática;
  • Paralelamente ocorrer discussão nas IES e a comissão de acompanhamento do projeto de lei elaborar uma proposta a ser decidida para encaminhamento no próximo Seminário (IV Seminário das IES comunitárias) que ocorrerá no dia 14 de agosto, na sede da SINPRO RS em Porto Alegre, e será o encerramento a esse primeiro ciclo de debates.




Mais fotos aqui

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Programa de Intercâmbio para estudantes de Direito


A Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e a Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República, por meio do Centro de Estudos Jurídicos da Presidência, irão promover a 5ª edição do Programa de Intercâmbio em Brasília para estudantes de direito.

Inscrições até 28 de junho.


Confira o EDITAL.


terça-feira, 22 de junho de 2010

Cai o valor das mensalidades nas universidades privadas

O Sindicato das Universidades Particulares de São Paulo divulgou um estudo onde mostra a queda no valor das mensalidades das universidades particulares do estado. Segundo o sindicato no período de 1999 a 2009, o valor médio caiu 31%, de R$ 532,00 para R$ 367,00. 


Para chegar nesses números o sindicato pesquisou 1084 faculdades privadas de todo o país A redução não leva em conta ainda a inflação do período, que foi de 104,3%, de acordo com o INPC/IBGE. Segundo o Ministério da Educação no mesmo período o número de instituições particulares mais que dobrou. Em 1999 eram 905, já em 2008 existem 2016 instituições privadas em todo o país. 


Algumas estratégias adotadas pelas instituições são os descontos para cursos específicos ou para quem paga em dia. 

segunda-feira, 21 de junho de 2010

[complemento] Ampliação do Conselho Diretor da FUCS

Na postagem abaixo antecipamos a notícia da ampliação do número de conselheiros do Conselho Diretor da FUCS (Fundação Universidade de Caxias do Sul). A notícia foi embasada na entrevista dada pelo reitor da UCS à rádio São Francisco.

No final de semana o presidente da FUCS João Paulo Reginatto concedeu uma entrevista ao colunista do Pioneiro, Ciro Fabres. Nessa entrevista ele afirma que o Conselho Diretor terá 16 membros. Além da inclusão dos representantes da FERVI e APESC, cada uma das entidades com 1 representante (Mitra, Prefeitura de Caxias do Sul, Governo do Estado, Hospital Fátima) terá um membro a mais e haverá, também, um conselheiro indicado pelo Consuni.

Estamos fazendo essa correção pois não há, ainda, nenhuma informação no site da UCS sobre o assunto. A Movimentação faz seu papel em bem informar a comunidade universitária, em especial os estudantes.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

UCS vai ampliar o número de membros no Conselho Diretor

Durante a posse do vice reitor da UCS, José Carlos Köche, na manhã dessa sexta feira (18/06), o Reitor Isidoro Zorzi, anunciou, em entrevista ao jornalista Evandro Fontana da Rádio São Francisco, que na reunião de ontem (17/06) do Conselho Diretor ficou definida a ampliação do número de membros deste Conselho.

Inicialmente serão incluídos a FERVI, Fundação Educacional da Região dos Vinhedos, e a APESC, Associação Pró Ensino dos Campos de Cima de Serra. Essas duas instituições deram origem aos campus de Bento Gonçalves e Vacaria, respectivamente.

A reivindicação do assento dessas duas entidades já era antiga. Houve uma possibilidade, para inclusão dessas entidades recentemente. A proposta era que o MEC e a CIC perdessem, cada um, 1 membro do Conselho Diretor. Apesar de ter sido feita pelo conselheiro que representa do MEC, Roque Grazziotin, a proposta não foi aceita pelo Ministro da Educação, Fernando Haddad.

Inclusão da Comunidade Universitária
Talvez por conta dessa recusa a estratégia para incluir essas entidades teve que ser a ampliação do Conselho Diretor. O Reitor afirmou a reportagem da Rádio São Franscisco que haverá mais um membro, que representa a comunidade universitária, que será escolhido pelo Conselho Universitário (Consuni). O Reitor ainda deixou no ar a possibilidade que o número de membros do Conselho seja ainda maior.

A reivindicação por uma representação no Conselho Diretor é histórica no Movimento Estudantil e fazia parte da Agenda de Transição que foi discutida pelo DCE, na gestão passada junto com a ADUCS e a AFFUCS, que é a representação dos professores e funcionários, respectivamente. Essa Agenda foi aprovada pelo Conselho Universitário e estava há quase 1 ano parada no Conselho Diretor.

Na opinião da Movimentação esse é um momento de extrema importância para a UCS. O Conselho Diretor deu uma demonstração, muito ruim, de autoritarismo durante as eleições para reitor. Com a sua ampliação e com a inclusão, de no mínimo, um membro da comunidade, ele pode estar voltando para o caminho da democracia.

Abaixo ouça a entrevista concedida pelo Reitor Isidoro Zorzi ao Evandro Fontana.



Leia também: [complemento] Ampliação do Conselho Diretor da FUCS

quinta-feira, 17 de junho de 2010

62 dias sem reuniões

O DCE desde 2008 é composto de forma colegiada, ou seja, todas as chapas que participaram das eleições da entidade compõem a diretoria na proporção de votos que cada uma vez.

Qual o objetivo disso? É transformar o DCE numa entidade mais democrática e com participação de todos. Durante a campanha é comum ouvir chapas falando que querem trabalhar pela entidade, representar os estudantes e, depois da eleição, fazem as coisas decidindo pela cabeça de 1 ou duas pessoas.

O DCE por Você está fazendo exatamente isso. Depois de uma longa campanha de pressão, o setor majoritário do DCE chamou uma reunião da Coordenadoria da Entidade.

Foram 62 dias sem reuniões. O DCE não fez nada durante esse período todo? Os alunos foram ouvidos? É isso que se entende por representar os estudantes?

O que você acha?

Abaixo a convocação para a reunião

CONVOCAÇÃO

A Coordenação de Integração Estudantil convoca através desta convocar os demais Coordenadores para a REUNIÃO DE COORDENAÇÃO DCE/UCS. Esta terá início em chamada única as 14 horas do dia 19 de Julho de 2010 nas dependências da sala 108 do Bloco M desta Universidade, e tratará da seguinte pauta:

1 - Encaminhamentos do Conselho de Entidades de Base;
2 - Informações sobre os Repasse aos DA's e DRE's;
3 - Assuntos gerais.

Desta forma, aguardamos todos na data e local supracitados.
Informamos que o local tem espaço para receber os Diretores do DCE e representantes de DA's, caso estes queiram comparecer. É garantido o direito a voz a todos os estudantes que estiverem presentes.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

UCS debate projeto de lei das universidades comunitárias

A UCS sediará nesse sábado, dia 19, um debate sobre o Projeto de Lei que propõem um marco regulatório para as Universidades Comunitárias. Esse projeto foi apresentado pela COMUG, Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas, ainda em 2009 e aprovado pelas demais organizações de universidades comunitárias do país. Em junho de 2010 ele ingressou oficialmente no Congresso.

Desde então o Sinpro, Sindicato dos Professores, vem realizando debates regionais sobre esse tema. No dia 20 de março foi em Caxias do Sul, em 8 de maio foi em Pelotas e agora ele volta para Caxias. O motivo do retorno foi o desastroso processo de escolha para reitor, onde a democracia foi completamente sepultada na UCS.

Esse tema é de extrema importância para a discussão do projeto pois ele não prevê a obrigatoriedade de instrumentos de decisão colegiada, ou seja, uma universidade pode ser comunitária sem ter a participação da comunidade nas suas decisões.

Por tras do projeto
As intenções das Universidades Comunitárias são essencialmente constituir uma forma de participar de editais federais e receber recursos da União, tanto que isso ocupa um capítulo inteiro, ou seja metade, do projeto de lei.

Na primeira versão do projeto (veja aqui) há a obrigação, para uma instituição ser reconhecida como Comunitária, a "gestão democrática e participativa;" (art. 1º, VI). Isso foi retirado do projeto final. No documento apresentado pela Associação dos Docentes da UCS (leia aqui), ADUCS, a entidade se posiciona claramente sobre isso. "Este é o momento para defender a criação de políticas que viabilizem e fortaleçam as instituições comunitárias e, ao mesmo tempo, fortaleçam a democracia, especialmente a participação da comunidade acadêmica nas instâncias diretivas e nos colegiados das Instituições, além de garantir a total transparência administrativa."


Serviço
III Seminário Regional de Acompanhamento do projeto de Lei das Instituições Comunitárias de Ensino Superior
Dia 19/06/10, sábado próximo
Local: auditório do bloco H
Horário: das 9hs às 14hs