terça-feira, 26 de outubro de 2010

Relato II: Reunião com o Reitor - reflexos do ato contra o aumento

A segunda reunião de sexta-feira (22) as 11h30 foi específica da comissão de estudantes com o Reitor. Primeiro Zorzi disse que nós estávamos "distorcendo a verdade" afirmando que ele acusou a "Carta aberta do movimento estudantil sobre o aumento das mensalidades" de mentirosa. Refazemos então a frase do Reitor: "Na carta de vocês muita coisa dita não correspondia com a verdade". (Tirem suas conclusões)
Esta reunião foi rápida e contou alem dos estudantes presentes no CONSUNI com mais acadêmicos de psicologia. A comissão e Zorzi estabeleceram uma agenda de trabalho com o objetivo de aprofundar a construção do orçamento da UCS para 2011 sugerindo cortes e investimentos. A Movimentação sugeriu que esta reunião de trabalho avaliasse os relatórios do Orçamento Universitário (OU), política implementada pelo DCE - "Em Movimentação" em 2006 e 2007, alem da Carta de desocupação da Reitoria de 2008.
Esses relatórios contem uma série de sugestões de melhorias feita pelos estudantes de todos os Centros, Campi e Núcleos da UCS, alem de ter compromissos firmados pelo Reitor com o movimento estudantil. A estudante Daniela da Anunciação destaca "É importante rever esses documentos que contem o acumulo dos estudantes sobre melhorias na UCS, muito ficou só no papel e finalmente estamos revendo o que não foi feito."
Na reunião o Reitor Isidoro Zorzi comprometeu-se em levar a proposta de reajuste feita pelo ME, de metade da inflação, ao Conselho Diretor. Comprometeu-se também em novas reuniões dessa comissão para aprofundar o orçamento, conhecer o impacto que metade da inflação faria ao orçamento do ano que vem e ouvir as reivindicações dos estudantes. Espera-se para terça-feira (26) um posicionamento da Reitoria com relação á carta entregue pelo ME no dia do ato contra o aumento.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Relato I - CONSUNI: O quadro de 2011 não é nada animador


Sexta-feira (22) foi um dia cheio para a comissão de estudantes responsavel pela intervenção junto á Reitoria sobre o aumento de mensalidades. As 9h30 da manhã o primeiro compromisso: Reunião do CONSUNI - Conselho Universitário. Na chega dos estudantes na sala de conselhos do Bl. A um fato causa estranhesa: estavam proibidos de acompanhar a reunião. O motivo era que os estudantes tinham representação no CONSUNI através do DCE e só esses poderiam entrar na reunião.

Depois do plenário aprovar a entrada na reunião é que cerca de 6 estudantes da Movimentação poderam acompanhar a reunião, junto estavam 2 representantes do "DCE por voce". A reunião mostrou a situação financeira da UCS neste ano e a previsão para 2011. Apesar de ter um orçamento de R$243 milhões para ano que vem, o investimento é 0%! A UCS conta com a contenção de despesas para o ano que vem na ordem de R$730 mil mensais. Em uma análise de cenário extremamente positiva a Universidade teria condições de investir R$1,8 milhão, isso se cortar R$11 milhões em seu orçamento.
A apresentação feita pelo Prof. Gilberto Chessini além de mostrar números pouco animadores serviu para evidenciar a importancia do ProUni no orçamento da Universidade. O ProUni e a Bolsa FUCS representam R$40 milhões que garante á Instituição o certificado de entidade filantropica. Questionado sobre a importancia disso Chessini afirmou: "A UCS sem o ProUni seria inviavel financeiramente", diferente da declaração publicada pelo Jornal que apontava as gratuidades como responsaveis pelo aumento da mensalidade.
Nessa hora se entrou em discussão sobre o tamanho que a Universidade deseja ter, pois com a nova lei de filantropia, o número de gratuidades é proporcional á arrecadação da Instituição, ou seja, quanto maior a receita academica mais bolsas deverão ser criadas. Foi citado o caso da PUC-RS que estabeleceu um número definido de estudantes, afim de se adequar á lei sem ter um orçamento inviavel.
No ponto que gerava bastante duvida a nós estudantes que era a manutenção dos descontos para licenciatura, após a intervenção do academico Vinicius Postali, a duvida permaneceu. Perguntado sobre a garantia dos descontos o Reitor Isidoro Zorzi declarou "Os descontos estão garantidos até o fim do ano." Claro, a retirada deles seria para o ano que vem. Mas independente da ironia do Reitor, os descontos representam R$13,5 milhões no orçamento de 2011, dentro desses descontos estão todos os concedidos pela Universidade, entre eles o das licenciaturas.
No fim da reunião o "DCE por voce" sugeriu um reajuste de 3,9% e um corte de gastos de R$20 milhões justificando que se preciso fosse "cortaria na carne, abrindo mão de parte dos auxilios para o DCE e DA's". Ao ser pressionado, o DCE refaz a proposta seguindo a deliberação do Conselho de DA's (CEB) que aprovou um máximo de reajuste até a metade da inflação, mas matém a sugestão de corte de gastos.

A reunião do CONSUNI se encaminhou da seguinte forma: Daqui pra frente os Diretores de Centro reunirão seus pares com a missão de cortar 5% dos seus orçamentos; Nada esta garantido a respeito das licenciaturas; Além do orçamento com o indice de 7,94% será encaminhado a proposta do movimento estudantil de metade da inflação do período. Essas propostas serão debatidas na próxima quinta-feira no Conselho Diretor;

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Estudantes realizam ato na UCS contra o aumento das mensalidades

Intervenção da Movimentação garante que DCE não nos traia novamente


Mais um capítulo se escreveu ontem com a manifestação massiva dos estudantes da UCS. O Ato contra o aumento das mensalidades se iniciou as 18h no Centro Cívico e desde o inicio contou com a presença de um bom numero de estudantes de diversas áreas do conhecimento. Com carro de som e muita irreverencia o movimento estudantil passou a questionar o aumento das mensalidades estabelecido pelo Conselho Diretor da FUCS, sem esquecer que este conselho foi o mesmo que escolheu Zorzi para estar a frente da Reitoria, mesmo a comunidade academica optando por outro candidato na Consulta pra Reitor.

As falas dos academicos evidenciaram a completa indignação dos mesmo com o atual quadro da UCS. Temerários que os cortes promovidos pela Reitoria influencia na perda da qualidade de ensino as falas seguiam nesse ponto em comum. O apoio às bolsas de ensino tambem foi aplaudido pelos presentes. Às 20h o ato passou a se mover pelos blocos da Universidade conduzidos pela batucada feminista. Os bloco H, E, F, J, 58 estiveram no roteiro, que no seu ápice contou com quase 700 estudantes. Durante a caminhada na galeria universitária o ato parou em frente a sala do ProUni e prestou um momento de solidariedade aos prounistas. O fim do ato era a Reitoria, onde os estudantes entregaria a carta escrita na plenária de terça feira nas mãos do Reitor. O esperado era que este receberia a carta e se comprometesse a debater os pontos do documento.

Além de não responder a carta, o Reitor acusou a carta mentirosa gerando protestos por parte dos estudantes presentes. Por se sentir "coagido" o Reitor saiu de "fininho" e deixou os estudantes em frente do bloco A. Antes de terminar a noite, os estudantes reunidos decidiram manter as manifestações para os próximos dias. A comissão de estudantes retirada na terça-feira ficou com a responsabilidade de reunir com Zorzi e na sexta-feira (22) às 18h30 uma nova plenária foi convocada no centro de convivencias, sala do DCE.

A agenda de mobilização do ME é:

Sexta-feira, 22 de outubro

9h30 REUNIÃO DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO (CONSUNI) - Sala de Conselhos, bloco A

11h30 REUNIÃO COM ZORZI - Sala dos Conselhos, bloco A
18h30 PLENÁRIA DO MOVIMENTO ESTUDANTIL - Sala do DCE, Centro de Convivencias

A presença de tod@s é importante para o exito de nossa luta!

Ato contra o aumento das mensalidades - Movimentação presente

terça-feira, 19 de outubro de 2010


HOJE 20/10
18H
CENTRO CÍVICO
ATO CONTRA O AUMENTO DAS MENSALIDADES
"Das ruas, das praças, quem disse que sumiu!Aqui esta presente o movimento estudantil!"


Plenária define agenda de mobilização do ME


A noite dessa terça-feira marca mais um passo na organização do movimento estudantil da UCS para enfrentar o aumento de 7,94% e os retrocessos que propõe a Reitoria. A plenária convocada pelo DCE tinha a intenção de reunir DA’s e estudantes para debater o aumento e discutir a intervenção do ME no processo. A Movimentação, oposição ao DCE UCS, desde segunda-feira mobilizou seus dirigentes, discutindo a posição do grupo sobre a situação da UCS e passando em sala de aula convocando para a atividade de ontem.
Desde cedo os estudantes apareceram para demonstrar sua indignação, tanto sobre o aumento da mensalidade como da possibilidade de acabarem os descontos para a licenciatura. Pouco antes de a reunião começar estudantes de história e biologia concluíam uma faixa com os dizeres: “A UC$ quer retirar, os estudantes vão lutar”. Ao todo quase 70 estudantes se apertavam na sala do DCE para participar da reunião, dos mais variados cursos, muitos no lado de fora.
A abertura ficou por conta do DCE que relatou ter reunido diversas vezes com a Diretoria Financeira da UCS, anterior a definição do reajuste de mensalidades e que se não fosse a “fiscalização” deles o aumento poderia ser superior a 10%. Inclusive foi admitido que o DCE já sabia que o índice seria alto este ano, mas mesmo assim disseram estar surpresos . Foi perceptível uma “quase defesa” do índice com argumentos muitas vezes semelhantes aos usados pela Reitoria.
A partir dessa intervenção, os dirigentes da Movimentação e os estudantes deram o tom da plenária. O estudante de farmácia Vinicius Postali destacou a passividade do DCE: “Se o DCE sabia a mais de 20 dias de um aumento abusivo como esse, porque agora com o reajuste definido é que toma uma ação de repudiar tal fato?”. Apesar do tensionamento, a pergunta ficou sem resposta.
Alem disso, os estudantes aprovaram uma moção de apoio ao ProUni depois das declarações da Reitoria de querer “culpar” os bolsistas pelo aumento. O estudante de história Paulo Ferreira foi alem: “A Reitoria quer responsabilizar os estudantes pela sua incapacidade de gerir a universidade. Porque só o ônus é dividido com os estudantes e o bônus fica só com o Reitor?” destacou.
A plenária debateu também a necessidade da UCS ser mais transparente na construção e divulgação de seu orçamento. Foi citado o “Orçamento Universitário”, surgido nas gestões da Movimentação à frente do DCE UCS, como uma forma de democratizar a construção do orçamento. Nesse ponto a plenária entrou em um debate a respeito da democracia destacando dois importantes pontos: a necessidade da luta pela eleição direta para Reitor e a ampliação do Conselho Diretor da FUCS, garantido representação da comunidade acadêmica.
Muitas propostas de encaminhamentos foram dadas, entre elas: abaixo assinado entre os estudantes, intervenção cultural na UCS e uma comissão de estudantes que dialogue com o Conselho Diretor e Reitoria sobre as reivindicações estudantis. Mas a proposta prática partiu do estudante de biologia Diogo Martinelli: “Tudo isso é valido, mas precisamos conversar com os estudantes e intervir no cotidiano da UCS, sugiro um ato! Que se inicie amanha e só acabe quando formos atendidos!” e, assim se aprovou, um ato nesta quarta (20) contra o aumento das mensalidades a ser realizado no centro cívico a partir das 18h.
Entre as propostas que essa comissão já operacionalizou foi a construção de uma carta com as reivindicações do movimento estudantil. Membros da Movimentação presentes na comissão escreveram, em conjunto com o DCE, este documento contemplando diversos pontos já elencados por nós em carta lançada ontem intitulada “A UCS é mesmo uma universidade comunitária?”. Nesta quarta durante todo o dia será feita a mobilização com passagens em sala de aula para chamar os estudantes a se unir ao ato.
   

A UCS é mesmo uma Universidade Comunitária?


Nós, estudantes da Universidade de Caxias do Sul, indignados com o anúncio do aumento abusivo das mensalidades, de 7.94%, feito pelo Conselho Diretor, viemos a público manifestar-nos:

  •         O Conselho Diretor da Fundação Universidade de Caxias do Sul, mostra mais uma vez o seu total descompasso com relação à comunidade acadêmica. Já o fez em março deste ano, quando desrespeitou a opinião da mesma e escolheu o Prof. Isidoro Zorzi para permanecer na Reitoria até 2014, jogando no lixo nossa opinião majoritária por outra candidata. Opinião essa feita através da participação acadêmica e do voto. Se a UCS almeja ser uma Universidade Comunitária, ela deve começar a refletir a comunidade nos seus espaços de representação. O Conselho Diretor não reflete a nossa comunidade. Nele estão representados a Mitra, o MEC, a CIC, e outra entidade particular, além do Reitor, nos representando. Mas onde estão os estudantes? Onde estão as entidades que representam os trabalhadores desta cidade? Acreditamos que o Conselho Diretor deve ser ampliado, para que a UCS possa ser de fato uma Universidade Comunitária, e não apenas no discurso do Reitor;

  •         A declaração do Presidente do Conselho Diretor de que o aumento seria “razoável” é outra infeliz atitude nesse ponto. Perguntemos a ele se o trabalhador caxiense e da região receberá reajuste salarial desse nível, uma vez que muitos estudantes são também trabalhadores e pagam pelos seus estudos. Este é um aumento superior a qualquer índice de inflação do periodo;

  •          A Reitoria, por sua vez, contribuiu com as declarações infelizes, dizendo que o aumento de mensalidades abusivo é conseqüência das gratuidades da UCS, das bolsas de estudo, entre elas a do ProUni (Programa Universidade para Todos). Repudiamos tal declaração e afirmamos que o ProUni não onera o orçamento da Universidade. Pelo contrario, a UCS possuiu isenção fiscal por destinar bolsas de estudo a jovens de baixa renda. A UCS, como Entidade Filantrópica, tem a obrigação de destinar 20% de seu orçamento para Assistência Estudantil. Destes 20%, 15% devem ser destinados à bolsas. Tanto o ProUni, quanto as bolsas distribuídas pela UCS, fazem parte deste esforço da Universidade para enquadrar-se nesta lei. Além de ser uma inverdade, colocar a culpa nas bolsas é uma forma de colocar os estudantes que não têm bolsas contra aqueles que possuem.

  •         A gestão Isidoro Zorzi mais uma vez ignora a comunidade acadêmica, impedindo que este aumento fosse sequer debatido no Conselho Universitário (CONSUNI). O CONSUNI, além de ter ser transformado em um espaço quase todo indicado pelo Reitor, exceto a representação estudantil, não cumpre seu papel de agregar as diferenças presentes na nossa Universidade, adquirindo um caráter “decorativo” dentro da estrutura da UCS;
  •  Outro ponto que nos causa descontentamento é ver os descontos para os cursos de licenciatura serem mais uma vez ameaçados. Esses descontos são uma conquista do movimento estudantil e um incentivo valoroso para formação de educadores. A educação é uma área que sofre com o descaso do mercado de trabalho, com baixos salários e falta de condições dignas para desenvolver ao máximo suas potencialidades. Por isso o incentivo dos descontos para os cursos que formam professores para nossa sociedade deve ser mantido pela UCS. A retirada dos descontos representará um aumento de 27,94% para os estudantes desses cursos;

  •         Infelizmente a representação máxima dos estudantes da UCS sofre com uma direção majoritária do DCE que respalda essas ações, tanto da Reitoria como do Conselho Diretor. Exemplo disso foi o apoio à escolha de Zorzi para a Reitoria, se posicionando contra a escolha dos estudantes. Além disso, o DCE permitiu um aumento de quase 10% no Restaurante Universitário (RU), quando pouco fez para defender os interesses estudantis, legitimando os atuais retrocessos. Uma gestão que em campanha prometia priorizar o diálogo com os setores da UCS mostra-se passiva a todos os fatos e subserviente a atual reitoria;


  •         Nos últimos anos, através de muito debate e crítica por parte dos estudantes, a UCS passou a tornar público seu orçamento. A abertura dos orçamentos permitiu ao movimento estudantil fiscalizar de forma propositiva os investimentos e evidenciar os gastos desnecessários. Essas ações se concretizaram sob o nome de “Orçamento Universitário”, que permitiu aos estudantes decidirem o que era importante na UCS. Esse programa se tornou referência nacional nas universidades pagas, sendo reconhecida pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e implementado hoje em todo o país. No ano de 2010, a Reitoria negou ao movimento estudantil a abertura de suas contas previamente, evidenciando suspeitas de haver problemas gerenciais e financeiros graves na Instituição.

  •         O aumento decidido para 2011 não passa por previsão de grandes investimentos na UCS. Aliás, é de conhecimento que os professores e gestores estão orientados a cortarem todo e quaisquer espécie de custos, o que pode comprometer o bom andamento das aulas e a qualidade de ensino, além de comprometer as pesquisas aqui realizadas. É preciso estar atentos às possíveis demissões de funcionários e professores, analisando o caráter político das escolhas da gestão de Zorzi. 

Este ano podemos evidenciar uma explícita desvalorização da comunidade acadêmica, de seus espaços de discussões e a sua redução na participação das decisões. Percebemos que conquistas obtidas através dos anos foram, e continuam sendo retiradas, retrocedendo nos debates que tínhamos a respeito da democracia na nossa Instituição e invertendo o papel que a Universidade tem, de fomentar a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. 

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Movimentação debate o aumento de mensalidades e a situação da UCS


No fim da tarde desta segunda feira o coletivo “Movimentação”, oposição DCE UCS 2010, reuniu estudantes para debater o aumento divulgado pela Universidade de 7,94%. A atividade realizada no bloco H contou com estudantes de diferentes cursos e alem do tema mensalidades abortou outros assuntos pertinentes no momento.
A declaração da Reitoria de que as gratuidades são responsáveis por quase 8% de aumento causou indignação dos estudantes: “Como pode a UCS culpar os estudantes do ProUni e da bolsa FUCS pelo aumento de nossas mensalidades! Essas bolsas não oneram a Universidade, pelo contrário, a UCS não paga impostos para destinar bolsas de estudos a quem precisa!” argumenta o Coordenador do DCE, pela Movimentação, Vinicius Postali.
Alem disso, outros temas entraram na roda de debates: “Como pode um aumento hostil como esse se o trabalhador não teve aumento salarial desse porte. A UCS quer que nós deixemos de estudar ou de demorar ainda mais tempo para ter nossa profissão” dispara o estudante de história Paulo Ferreira. Na avaliação, a UCS por ser comunitária e ter desde seu surgimento benefícios públicos para seu crescimento, não deveria ter reajustes exorbitantes nas mensalidades como vem tendo.
Outro tema de debate foi à possibilidade dos cursos de licenciaturas perderem seus descontos de 20%, questão levantada pela Universidade em seu site. A Coordenadora de Combate ás Opressões do DCE, pela Movimentação, Daniela da Anunciação argumenta: “O desconto foi uma conquista do movimento estudantil no passado, uma forma de incentivar a formação de futuros educadores de nossa sociedade, é um retrocesso muito grande acabar com esse incentivo.”
A desvalorização da comunidade acadêmica por parte do Conselho Diretor, apoiado pela Reitoria e pelo grupo majoritário do DCE, foi citado em diversas falas dos estudantes, evidenciando um descompasso desses setores com os estudantes. “Desde o inicio do ano a comunidade sofreu diversos ataques a suas escolhas e suas prioridades e teve o apoio de quem na teoria deveria defender nossos interesses!” finaliza Vinicius.
Partindo desse acumulo os estudantes estabeleceram uma agenda de luta tendo como próximo passo a reunião chamada pelo DCE amanha (19), ás 18h30 no Centro de Convivências, onde se encontram o conjunto do movimento estudantil da UCS. A noite de segunda encerrou com a passagem em sala de aula por parte do grupo Movimentação para denunciar o aumento abusivo e para convidar os acadêmicos a se agregar a luta por uma Universidade de qualidade, democrática e plural.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Mensalidades da UCS serão reajustadas em 7,94%

Ao completar 200 dias de sua eleição pelo Conselho Diretor da UCS o Reitor Isidoro Zorzi, juntamente com o presidente da FUCS, João Paulo Reginatto, lançaram uma nota onde apontam que o reajuste das mensalidades para o próximo ano será de 7,94%.

Esse anúncio causa estranheza e perplexidade. Estranheza pois a discussão do reajuste das mensalidades passava sempre pelo Consuni, Conselho Universitário, o que não aconteceu dessa vez. O modelo de debate que a Reitoria e o Conselho Diretor optaram foi o modelo de discutir em um pequeno grupo, nove pessoas, sem ouvir estudantes, diretores de centro, professores e funcionários.

Perplexidade pela fala do presidente da Fundação em dizer que o índice é razoável. Nesse ponto as pessoas que tomaram a decisão estão em descompasso com a realidade econômica brasileira. Enquanto os índices inflacionários permanecem estáveis entre 4% e 5% a UCS reajusta, pelo segundo ano consecutivo, muito acima da inflação O índice de 7,94% é o maior da gestão Zorzi.

Outra justificativa utilizada pela UCS é a exigência da universidade adequar-se a lei 12.101/2009. Isso obrigou a abertura de mais 2.500 bolsas de estudo, que juntando-se aos 3.800 alunos do ProUni totalizam os 6.300 estudantes que tem gratuidades na UCS. Segundo fontes de própria reitoria a UCS deixará de arrecadar R$ 12 milhões com essas bolsas. Por outro lado as mesmas fontes admitem que será necessário fazer um corte de R$ 11 milhões em despesas, não está descartada demissão de professores, para equilibrar as contas. Isso acarreta que o índice de investimento será muito baixo, talvez o mais baixo das última décadas.

Por força de lei a universidade deveria fixar o índice de reajuste até o dia 27 de outubro, 45 dias antes da matricula. Infelizmente não estamos vendo nenhuma mobilização por parte do setor majoritário do DCE. Mais uma vez os estudantes ficaram na mão do imobilismo que tomou conta do movimento estudantil da UCS. Para que pelo menos a nossa voz seja ouvida os integrantes da Movimentação que fazem parte do DCE estão convidando os DAs e todos os estudantes interessados para uma reunião, em caráter de emergência, na próxima segunda feira às 18h30min no Auditório do Bloco H da UCS. Nesse espaço será debatida quais as atitudes que o movimento estudantil terá frente ao reajuste das mensalidades.

sábado, 9 de outubro de 2010

Movimentação reune com Reitor

Na manhã do dia 08 de outubro, integrantes da Movimentação estiveram reunidos com o Reitor Izidoro Zorzi. O tema da conversa foi o crescente patrulhamento e intervenção dos dirigentes acadêmicos (coordenadores de curso e diretores de centro) nas entidades estudantis.

Foram relatados três casos:

1) Durante as mobilizações ocorridas depois da eleição para reitor os manifestantes, contrários ao resultado, foram fotografados e filmados durante as manifestações fato que não acontecia havia 4 anos na UCS;

2) O caso de ofensa verbal e assédio moral praticado por professores do curso de Fisioterapia contra a presidente do DA;

3) A interferência da coordenação de curso de Enfermagem no processo de reforma dos estatutos do DA.

Quanto ao primeiro ponto o Reitor garantiu que não partiu dele a iniciativa de filmar ou fotografar manifestantes. Mesmo assim foi reforçado pela Movimentação que essa situação não deve ser repitir no futuro. O Reitor comprometeu-se de verificar a situação.

No segundo e terceiro caso o Reitor manifestou-se profundamente contrário a intervenções nos Diretórios Acadêmicos e nas entidades estudantis. Disse ser contra a censura e defensor de que qualquer manifestação de expressão é livre na UCS, desde que de forma ordeira. Disse também que os DAs devem ter autonomia para convidar qualquer pessoa para palestrar sem que sofram censura prévia. Também manifestou-se contra a ingerência de autoridades acadêmicas nas decisões dos DAs. Segundo o próprio reitor os coordenadores de curso ou diretores de centro devem participar das atividades somente se forem convidados. A universidade, segundo o reitor, pode auxiliar os DAs somente se for procurada.

O Reitor se comprometeu de conversar com os Coordenadores de Curso e Diretores de Centro para deixar mais clara essa orientação.

Enade

Outro ponto que foi bastante polêmico nessa última semana é sobre o Enade. A posição, tanto da Movimentação quanto do Reitor é que o Enade é apenas uma parte de um sistema de avaliação muito maior. O Reitor se manifestou extremamente contrário aos "cursos preparatórios" para a realização da prova. Na visão dele os coordenadores de curso deveriam contemplar os temas abordados no Enade durante a realização do curso.

A unica vez que o DCE reuniu os estudantes foi para dar um golpe

Ontem a UCS presenciou um dos momentos mais tristes para a história do movimento estudantil. Pela primeira vez uma dirigente estudantil foi afastada do diretório acadêmico por crime de opinião. O que fez a presidente do DA de Fisioterapia? Ousou realizar uma palestra onde foi questionada a substituição do diretor, eleito, do Centro de Ciências da Saúde. Estimulados por alguns professores e a intenção do DCE calar uma voz de oposição retiraram, de forma arbitrária, a presidente do DA de Fisioterapia.

O DCE aproveitou o momento para fazer um grande jogo de cena e transformou a reunião, que chamaram de assembleia, num grande circo. O próprio coordenador de integração estudantil, Leonel Ferreira, disse no Twitter (imagem ao lado) que essa era a primeira vitória da campanha. Não estava, portanto, interessado no bom andamento do diretório acadêmico. Ele queria fazer de tudo para calar uma voz de oposição e os estudantes de fisioterapia foram massa de manobra para o seu objetivo.

É profundamente lamentável que uma decisão desse foi tomada sem a devida cautela, pois o único objetivo foi a execração pública de uma colega de nossa universidade. Isso não aconteceu nem durante a ditadura militar quando 2 estudantes da UCS foram presos, em 1968, no famoso congresso de Ibiuna da UNE.

A atividade de ontem, 7 de outubro, que foi antecipada em 1 dia pois senão não teria participantes, foi a única vez que o DCE por Você juntou alguém em 2010 que não fosse numa festa ou pagando bebida.

O mais grave é que o DCE interviu em um processo eleitoral já existente, o do DA de Fisioterapia, sem falar que o seu próprio processo eleitoral já é bastante bagunçado com o edital de eleição saíndo com atraso.

A Movimentação coloca aqui sua postura totalmente contrária ao afastamento de dirigentes estudantis por suas opiniões. Quando dirigimos o DCE não tutelamos, proibimos, coibimos ou censuramos nenhum DA ou estudante. Em 9 meses a atual gestão do DCE já fez isso e muito mais.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Uma nova UCS, um novo DCE em debate

O Reitor foi eleito sem apoio da comunidade acadêmica

A UCS demite quem não concorda com a reitoria

O RU aumentou em 10%

O reajuste das mensalidades pode ser de 10% também

O DCE só promove festinha e não luta pelos alunos


Se você acha que as coisas
poderiam ser diferentes
venha dar a sua opinião


Dia 08/10 às 18h30min
Auditório do Bloco H

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Diretor de Centro Biônico ataca verbalmente presidente de DA

Reproduzimos abaixo a carta aberta assinada pelo D.A. de Fisioterapia em repúdio a atitude antidemocrática do Diretor de Centro biônico (não eleito) do Centro de Ciências da Saúde em relação a mesa de debates “Futuro do profissional da saúde”.

CARTA DE RESPOSTA:

O ocorrido durante o primeiro dia da Semana Acadêmica foi mais uma prova do quanto querem calar o movimento estudantil.

Os professores presentes, dentre eles a coordenadora do curso de Fisioterapia trataram de forma ofensiva uma das organizadoras da Semana Acadêmica da fisioterapia. Desmoralizando-a na frente de todos os participantes da Semana Acadêmica da Fisioterapia.

O tema da mesa era “Futuro do profissional da saúde”, e no meu entendimento não temos como abordar o futuro sem discutir o passado e o presente. Quando mencionamos profissional, não temos como desvincular da EDUCAÇÃO. A mesa quis evidenciar o movimento estudantil e sua importância para a formação profissional.

Os nomes dos palestrantes que compuseram a mesa foram divulgados em todo momento, com suas apresentações e explicito o seu vínculo com o ME. Em momento nenhum foi solicitado uma ementa sobre a mesa pelo colegiado da Fisioterapia.

Cada membro da mesa ficou responsável por relatar sobre o ME, o Andrei Valério foi convidado a relatar sobre suas experiência dentro do movimento estudantil, afinal enquanto estudante participou do DCE e da executiva dos estudantes de medicina. O acadêmico da farmácia, e membro atual do DCE da UCS, Vinicius Postali relatou a situação atual do ME, citando um acontecimento antidemocrático que aconteceu na nossa instituição, que foi a Destituição do diretor de centro da saúde, e que tomou um caminho fora das normas estatutárias. O fato do atual diretor do centro da saúde ter substituído o destituído, não sou eu quem está dizendo que está errado, está no ESTATUTO DA UNIVERSIDADE. Esse assunto foi mencionado e pontuado como uma das lutas do ME atual da UCS e uma das provas de que essa situação não é democrática, não é correta. Ou devemos rasgar o estatuto?

Outra questão de luta atual do ME é a revolta contra a CONSULTA PARA REITOR, que todos sabem que a maioria da comunidade acadêmica, isso inclui alunos, professores e funcionários, votaram e escolheram a opositora da reitoria. Que se não fosse irônico seria trágico, não foi quem assumiu. Que espécie de democracia esta Universidade Comunitária preza.

A representação do DAFisio, feita por mim, trouxe para discussão a capacidade que o ME tem para mudar a história, e que vai refletir diretamente no futuro do profissional da saúde. Bem como os princípios de dignidade, humanização, direitos humanos, integralidade, moral e ética, além de pensar no coletivo, na igualdade social. Conceitos esses que são abordados na educação do futuro profissional, e que estão diretamente ligados as bandeiras de luta do ME.

Todos os componentes da mesa, que são ligados a área da saúde, evidenciaram a importância de uma organização enquanto estudantes, para refletir no futuro do profissional da saúde.

Esse é o desespero da direção de centro da saúde (CCS), que luta para se afirmar desesperadamente, pois o mesmo não recebeu 1 voto da comunidade acadêmica.

Aqui está o lado do ME dessa instituição, como estudantes temos que nos posicionar e se estão tentando esconder a realidade da UCS, nós estamos aqui para defender o direito dos estudantes de se posicionarem, debaterem e principalmente informar.

O ME estudantil é autônomo e estão tentando calar o que acontece na Universidade. A Semana Acadêmica de Fisioterapia tem como premissa fazer com que cada aluno de Fisioterapia vincule-se a eventos que promovam a construção do seu perfil acadêmico, oferecendo uma ponte de consciência dos saberes científico, político e social. Além disso, considerando a formação do fisioterapeuta quase unicamente no modelo biomédico e hospitalocêntrico de ensino, tal evento possibilitará o conhecimento de novas formas de atuação do profissional no âmbito coletivo e clínico, bem como na integralidade e na equipe multiprofissional, oportunizando o conhecimento a cerca do papel do fisioterapeuta na equipe, e a visão de formação dos futuros profissionais da UCS.

Mais uma vez repudiamos a atitude antidemocrática da Universidade, onde foi explicito pelos professores a falta de respeito contra o ME da UCS.

BRUNA DE SOUZA

DAFISIO – UCS

NASUCS (Núcleo dos acadêmicos da saúde da UCS)

ENEFi (Executiva Nacional dos estudantes de fisioterapia)