terça-feira, 28 de dezembro de 2010

2010: O ano da consolidação de uma era

Fim de ano é sempre assim: realizamos uma retrospectiva do ano que está acabando e traçamos nossos planos para o ano que está por vir. Bueno, vou tentar seguir nesta linha de raciocínio, com uma pequena diferença que é a de fazer uma retrospectiva dos últimos 8 anos, na tentativa pretensiosa de demarcar este período como uma nova era para nosso país.

Os últimos 8 anos, período esse que coincide com o início da era Lula, foram anos onde alguns paradigmas foram superados por outros, num processo dialético de transformações no mundo inteiro. Em 2002, saíamos de praticamente duas décadas onde o neoliberalismo era o paradigma dominante e a concepção de Estado Mínimo foi vitoriosa, não obstante os gritos dos movimentos sociais e dos partidos políticos contrários a este projeto. Foram vinte anos de sucateamento do Estado, de privatizações, de queda da qualidade na educação, na saúde e, consequentemente, da qualidade de vida da população. E isto não ocorreu por acaso ou por meros equívocos técnicos por parte de quem estava no governo. Isto ocorreu por que fazia parte do projeto de sociedade daqueles que governaram este país por muitos anos, fazendo dele o paraíso de poucos e o inferno de muitos. Felizmente, parece que este tempo foi definitivamente enterrado no ano de 2010, embora eu não queira dizer com isso que os nossos problemas foram todos resolvidos. Mas o que começou em 2002 e, na minha modesta opinião, foi consolidado em 2010, é o amadurecimento da população brasileira em relação ao projeto de sociedade que não serve para nosso país, e também em relação aos direitos elementares que nos foram negados durante muitos anos. Me refiro aqui ao direito à alimentação, à saúde pública, à educação pública em todos os níveis, direito a sermos donos das nossas riquezas e não vendê-las a preço de banana aos estrangeiros e também ao direito de decidirmos nosso próprio futuro, sem termos que consultar os EUA sobre o que eles acham disso ou daquilo. Resumindo, direito a termos um país soberano e mais justo para todos. Isso tudo começou em 2002, mas ainda temos muito o que fazer daqui pra frente.

Feita a retrospectiva, que tarefas teremos nós para os próximos anos? Penso que primeiramente é ampliarmos algumas questões, como a distribuição de renda, o fortalecimento do Estado, o acesso à universidade, seja através do ProUni ou do aumento das vagas nas universidades federais, entre outras. Mas fundamentalmente, precisamos começar a aprofundar as mudanças estruturais que o Brasil tanto necessita. Não conseguiremos aqui neste texto detalhar uma por uma, mas quero pelo menos citar as que para mim são indispensáveis: reforma urbana, reforma agrária, reforma política, democratização da mídia, do judiciário e das forças armadas e também uma reforma tributária. Para atendermos a todas essas demandas, é preciso muito mais do que boa vontade por parte do novo governo que tomará posse no primeiro dia do ano e que terá à frente uma mulher que já provou para todos que não tem medo de enfrentar os poderosos deste país. Será preciso, acima de tudo, muita mobilização social, pois alguns temas enfrentarão forte resistência dos setores mais conservadores da nossa sociedade, como por exemplo a democratização da mídia, do judiciário e das forças armadas. Entretanto, sem cumprirmos estas tarefas, será impossível termos uma país realmente justo, assim como não é possível obtermos justiça social com tantos latifúndios improdutivos no país, ou com tanta especulação imobiliária nas cidades. Também não podemos esquecer que não é justo que os pobres paguem o mesmo, ou muitas vezes mais impostos do que os ricos.

Como vimos, não são poucas as nossas tarefas para o próximo período. Então, mãos à obra, pois coragem a gente já demonstrou ter. Afinal, já fazem oito anos que a esperança venceu o medo.

Paulo Amaro Ferreira
Acadêmico de História
Coordenador de Assistência Estudantil do DCE 

A culpa é sua

Quem esteve presente na reunião do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte no último dia 23 saiu de lá com uma impressão. A culpa pelo aumento das passagens é dos passageiros. É isso mesmo. Para a Prefeitura e para a Visate a passagem só está aumentando por que tem muito velinho usando ônibus, por causa da meia passagem dos estudantes e porque você, cidadão comum, anda pouco de ônibus. Até deu vontade de revirar os bolsos para ver se achávamos umas moedinhas para contribuir com a Visate.

O que ninguém falou, até porque os usuários não tinham direito a voz, é que o transporte público em Caxias só parece bom, mas não é. O número de passageiros está igual, porque o transporte público é ruim. Não que os ônibus sejam velhos ou sujos, é porque ele é ineficiente. Os ônibus atrasam, nos horários de pico estão sempre ultralotados e, nos corredores de ônibus, às vezes a pé você é mais rápido que o ônibus. Os próprios empresários reconhecem isso. A frota de ônibus fretados é maior do que a da Visate. Eles pegam o trabalhador na porta de casa e entregam na porta da empresa. Fazem isso mais barato. Claro que eles se beneficiam da falta de regulamentação no setor e aí há um leilão de valores, mas é prerrogativa da prefeitura legislar e fiscalizar esse setor.
As gratuidade aumentaram porque a população está ficando mais velha e mais e mais pessoas alcançam a faixa dos 60 anos. Só que a lei que dá gratuidade na faixa dos 60 a 65 anos é municipal e a Visate já sabia disso. Se topou as regras ou é mal administrada ou a prefeitura prometeu fazer algo que não conseguiu (no caso acabar com as gratuidades).

O número de estudantes transportados também é o mesmo. Isso é estranho já que o ensino superior na nossa cidade está em franca expansão. Como não aumentam o número de passageiros isso significa que aumenta o número de pessoas que usam carro. Essa tendência é notada diariamente pelos estudantes da UCS.

A prefeitura e a Visate argumentam, também, que não há reajuste há dois anos. Isso também é verdade, mas esquecem de dizer que no ano passado como ia pegar mais mal que bater em mãe reajustar as passagens quando já tinham dado uma renovação de contrato de presente para a Visate, o valor ficou igual. Esse ano tentaram mas não conseguiram revisar as gratuidades aí penalizaram a população com um reajuste superior a inflação.

Segundo o Coordenador de Finaças do DCE, Vinícius Postali, “Se o CMTT representa o controle social no transporte de nossa cidade, estamos perdidos” sentencia. Isso porque a prefeitura e os empresários exerceram seu extremo poder no conselho. O Executivo tem 6 cadeiras e os empresários mais 3. Isso já dá maioria para aprovar qualquer coisa. Como o conselho praticamente reúne-se 1 vez por ano e para aumentar as tarifas é um jogo de cartas marcadas. Vinícius questiona essa atuação do CMTT, “o Conselho deveria reunir-se para debater o congestionamento do Centro, da UCS, o desrespeito às leis de trânsito por parte motoristas, pedestres, fornecedores de serviço e propor soluções para isso, mobilizar a sociedade sobre a importância do tema”, finaliza.

Participaram da reunião 15 conselheiros, talvez quase todos não usem ônibus. Na platéia, sem direito a palavra as pessoas que usam o transporte público. O direito a palavra era feito aos gritos por algumas pessoas. Mais impressionante foi o DCE que tem cadeira no Conselho não poder participar, tudo porque a antiga gestão indicou os representantes para o CMTT depois que já tinha perdido as eleições (a posse dos conselheiros foi no mesmo dia da posse da atual gestão do DCE). Como não houve tempo para a nomeação a entidade ficou de fora. Mais um grande absurdo.

Um pequeno teatrinho foi feito entre a Visate e o Secretário de Transportes mas depois a votação foi matadora, 12 a 3. A reunião foi  assistida por uma platéia, embora pequena, mas representativa. Estavam presentes representantes do Sindicato dos Servidores, SindiServ, UAB, DCE, MTD e outros movimentos.

A proposta do DCE para o ano de 2011 será discutir permanentemente a questão do transporte público. Isso será um grande desafio já que as autoridades competentes não o querem fazer.

Fotos: Lisiane Zago/Assessoria de Comunicação SindiServ

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Respeito aos usuários e usuárias do transporte coletivo de Caxias do Sul

Publicamos abaixo dois textos sobre a proposta de aumento das passagens de ônibus que será discutida amanhã (23/12). O primeiro é uma nota pública aprovada pela Coordenadoria do DCE/UCS, a segunda é um texto elaborado pelo Sindiserv. O DCE estará mobilizado, juntamente com outras entidades, para um ato, em frente a Prefeitura Municipal, às 15h30min.

Nota Pública do DCE/UCS


O Diretório Central de Estudantes da Universidade de Caxias do Sul - UCS, declara ser contra ao aumento da tarifa de transporte urbano proposta pela VISATE. Consideramos o índice de aumento anunciado abusivo e destoante da qualidade do transporte oferecido pela empresa. A comunidade caxiense não possui acesso às contas da VISATE, portanto, não sabemos se este aumento é justificável ou não. Ademais, é notória a necessidade do aumento da frota de ônibus urbano em Caxias do Sul, principalmente nos horários de maior movimento, como no início da manhã, ao meio dia, no início da tarde e no fim da tarde. Os ônibus que se dirigem à UCS também estão em sua grande maioria lotados ao extremo e não achamos justo pagarmos uma tarifa que não condiz com a baixa qualidade do transporte a que somos submetidos.


Votar um aumento no fim do ano, quando toda a população está voltada às comemorações do Natal e Fim de Ano é oportunismo por parte do CMTT. Esse aumento deve ser discutido com a comunidade e não apenas aprovado no apagar das luzes. Estamos dispostos a discutir este assunto e também mobilizados e atentos aos movimentos do CMTT.

Diretório Central de Estudantes da UCS - Gestão 2011



Respeito aos usuários e usuárias do transporte coletivo de Caxias do Sul
O transporte coletivo é um serviço público que deve ser prestado pelo governo municipal. Em Caxias, esse dever é transferido a uma única empresa privada - Visate - que presta o serviço através de uma concessão. Cabe, então, a Prefeitura exigir qualidade, solicitar a ampliação de linhas e horários e, também, decidir sobre o valor da passagem.

O transporte público em Caxias apresenta várias qualidades. Por força do contrato a nossa frota tem que ser renovada periodicamente e dispomos de tecnologias que proporcionam maior conforto e praticidade. Porém nem tudo são flores. Várias linhas e horários sofrem com atrasos, superlotação e nos horários de pico os ônibus praticamente não andam no centro da cidade. Também temos a característica de que nossas linhas são relativamente curtas em comparação a grandes centros, como Porto Alegre.

Hoje pagamos uma passagem de R$ 2,20.  Agora, o Governo Sartori quer reajustar a tarifa para R$ 2,50! valor mais alto que o cobrado em Porto Alegre, que é R$ 2,45. Isso acontece no ano seguinte a renovação do contrato de concessão da Visate. A empresa reclama que o transporte de passageiros está estagnado a números de 2008. Isso se deve, em grande parte, pela utilização por parte das empresas de frotas alugadas para levar seus funcionários. Para essas empresas sai mais barato pegar o trabalhador na porta de casa e trazê-lo de volta, do que pagar o vale transporte e ter que conviver com os constantes atrasos dos ônibus urbanos.

Portanto a nova proposta "técnica" da Prefeitura, vai penalizar o cidadão comum, o trabalhador informal ou autônomo que irá desembolsar R$ 5,00 para se deslocar de seu bairro para trabalhar! Isso dá R$ 110,00 ao mês, só em transporte, o que representa 21,50% de um salário mínimo.

Portanto, o aumento das tarifas, caso ocorra da forma abusiva como a Prefeitura vem prometendo, vai apenas reiterar a política do Governo Sartori de aprovar "presentes de grego" no apagar das luzes de 2010, pois não esquecemos da criação da nova taxa de água e o do aumento do IPTU. E em janeiro, nos espera mais um aumento da tarifa da água...

Reivindicamos um transporte público de qualidade e acessível a toda a população caxiense!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Movimentação participa da rede de apoio ao WikiLeaks

Desde a semana passada a Movimentação é parceira do site de informação WikiLeaks. Esse portal de informação ficou famoso em 2010 por ter disponibilizado, na rede, informações secretas sobre a Guerra do Iraque e Afeganistão, inclusive um vídeo com militares assassinando a população civil iraquiana. Mais recentemente o vazamento de telegramas secretos da diplomacia americana gerou grandes açõe de repressão por parte, principalmente, do governo americano e seus aliados.

O WikiLeaks não é novo. Ele foi fundado em 2007 com o objetivo de ser um espaço para denúncias sobre governos e instituições. O site disponibiliza documentos originais, conseguidos muitas vezes de fontes anônimas, para que os leitores tirem suas conclusões sobre os conteúdos apresentados. O uso de fontes anônimas é uma característica do jornalismo investigativo e essa característica é inerente ao WikiLeaks.

Um dos motivos que gerou a criação do site, segundo seus fundadores, foi a percepção que eles tiveram que a mídia estava se tornando cada vez menos independente, negando-se a fazer as perguntas “difíceis” para os governos, corporações e instituições.

Como são independentes e não visam o lucro, a Fundação WikiLeaks torna-se um lugar para a livre circulação de informação e denúncias sobre os governos e outras organizações. A organização baseia-se na liberdade de expressão e informação, constante na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Por ter exposto ao mundo documentos que expunham os horrores praticados pelo governo americano nas guerras do Iraque e Afeganistão e por mostrar ao mundo a ingerência desse mesmo governo nos assuntos de outros paises, o WikiLeaks tem sofrido ataques constantes. As ações partem de grandes grupos empresariais como PayPal, Visa e Mastercard que se negam a repassar as doações a Fundação e também de empresas de hospedagem de conteúdo. Para evitar que o site saia do ar e que as informações se percam, iniciou-se um grande trabalho de constituição de “mirrors” do WikiLeaks.

Mirrors são cópias do site original exatamente com o mesmo conteúdo. A vantagem dos mirros é que as pessoas podem acessar o conteúdo usando endereços alternativos. Dessa maneira mesmo que o site original saia do ar todos os outros ficarão ativos.

É dessa campanha mundial que estamos participando. Pelo endereço http://wikileaks.movimentacaoucs.com.br a Movimentação participa como um dos mirrors do WikiLeaks no mundo. Já são mais de 1600 páginas que espelham todo o conteúdo do site original. Com essa ação estamos contribuíndo para uma imprensa verdadeiramente livre e a garantia da liberdade de informação.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Mobilização garante permanência dos descontos

Na manhã de hoje, ocorreu a última rodada de discussões sobre os descontos para as licenciaturas. Estavam presentes o Coordenador de Assistência Estudantil do DCE, Paulo Amaro Ferreira, o Diretor do Centro de Ciências Humana do DCE, Douglas Finger, o Diretor do Centro de Educação e Filosofia do DCE, Odair Camatti, representantes dos DAs de Biologia, História, Filosofia e Música. Representando a UCS estavam o Reitor, Isidoro Zorzi, o Pró-Reitor de Administração, Gilberto Chissini e o Prefeito da Cidade Universitária José Carlos Monteiro. 

Essa já era a terceira reunião que a nova gestão do DCE fazia com o reitor. A última proposta da reitoria era de que os descontos para as licenciaturas fossem de 20% a partir da 5ª cadeira. Essa proposta foi rechaçada pelos estudantes. Na reunião de hoje a UCS melhorou a sua proposta: seriam 10% de desconto na 3ª cadeira e 20% de desconto para quem cursasse 4 cadeiras ou mais disciplinas. 

Os representantes dos estudantes não aceitaram a proposta, pois ainda assim não resolvia o problema dos estudantes fazerem mais disciplinas. Já passava do meio dia quando os estudantes presentes reafirmaram a proposta de desconto de 20% a partir de 3 cadeiras. Nesse momento o reitor apresentou uma outra proposta. Nela o desconto seria de 25% para quem faz 4 ou mais cadeiras e de 10% para quem faz 3. 

"Não foi o ideal mas foi bastante próximo do que queríamos", afirmou o Coordenador de Assistência Estudantil do DCE, Paulo Amaro Ferreria. Segundo o dirigente a proposta ainda não é a ideal, mas apresenta avanços. "Se o estudante se matricular em 4 cadeiras pagará 3 no final, para quem consegue ficou bom, o problema é para quem só conseguia fazer 3", aponta. 

O próximo passo será um acompanhamento maior das contas da UCS. "Não queremos ser pegos de surpresa como esse ano. É dever do DCE exigir a transparência da reitoria", finaliza.

Essa vitória, mesmo que não integral, foi uma demonstração de que quando o DCE está ao lado dos estudantes conseguimos garantir nossos direitos.

Por que as licenciaturas são importantes?

A resposta é facílima: porque TODOS os bacharéis, tecnólogos e licenciados TÊM que passar por professores para chegar à faculdade! Se não existir mais professores, não haverá ensino básico, e se não houver ensino básico, quem dirá SUPERIOR???

As pessoas que optam por licenciaturas, por serem professores, já são escassas. E, com essa ideia da UCS de remover os descontos para as licenciaturas, quem ainda vai ter vontade de fazer uma licenciatura? Já houve anos em que não saíram vestibulares das licenciaturas (o meu, por exemplo, não foi autorizado pela antiga pró-reitora de graduação, profa. Nilva – esse foi o motivo de eu votar no Zorzi, e agora ele me vem com essa?). Quase que esse ano não sai de novo os vestibulares. Assim, os CCH e o CCHE (CARVI), dentro outros, vão ser extintos, o que resultaria em demissão de vários professores e funcionários desses centros (até acho que a UCS vai gostar: imagina quantas pessoas vão deixar de pagar?).

Mas o mais importante é que, sem licenciaturas, sem incentivo aos alunos e profissionais (tanto no que diz respeito à UCS, como ao governo – mas essa é outra briga), não haverá mais professores (num futuro não muito longe). E, sem eles, não haverá mais advogados, administradores, engenheiros, reitores... Por quê? Porque eles nunca sairão do ensino básico! Ou melhor, nem entrarão: não há mais professores!
Resumindo: os descontos são importantes, sim, para incentivar essa profissão que, cá entre nós, não tem incentivo, e que só alguns mais preocupados com o futuro da educação querem cursar.

Só desconto para quem cursar 5 disciplinas? Ah, tá, como se nenhum estudante tivesse que TRABALHAR para conseguir pagar as cadeiras, que, por sinal, sofrem reajustes (eufemismo) todo ano. E me digam: nós, trabalhadores, sofremos “reajustes” nos salários? Bom se fosse...! Mas, além de ter que trabalhar para pagar as cadeiras, fazendo as 5 cadeiras para conseguir um desconto, de onde vão tirar TEMPO para estudar? (talvez a UCS queira as reprovações: vão ter que fazer as cadeiras de novo, ou seja, vão ter que PAGAR de novo!) Ah, esqueci! “Tu faz o quê de madruga?” Será que tem ainda professor imoral, insensível e inescrupuloso a ponto de dizer tal blasfêmia? Como vamos aprender sem deixar tempo para o cérebro repor as energias e armazenar as informações? (Diga a esse professor estudar mais biologia e ver o quão importante é dormir para o aprendizado.)

Só há contras nesse aumento. Me diga um pró, se houver? Normalizar as finanças?  Só há esse jeito? Que tal vender rifa? Não é assim que as entidades arrecadam dinheiro?

E um P.S.: que bela “Entidade Beneficente de Assistência Social” (Comunitária) tirando o desconto de uns alunos para dar bolsas para outros... Isso é que assistência social!!!

Acadêmico de Letras da UCS/Carvi

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Ainda não há definição sobre o desconto para as licenciaturas

Estudantes não cedem em reunião com Reitor e nova rodada de negociações marcada

A reunião da última sexta feira (03/12) para discutir os descontos para as licenciaturas não avançou. Estavam representando os estudantes integrantes da Movimentação (que tomariam posse horas depois), representantes dos DAs de História, Filosofia, Biologia, uma delegação do DA de Pedagogia de Bento Gonçalves, além de estudantes dos cursos de Farmácia e Direito. 

Os acadêmicos levaram a posição discutida em uma assembleia realizada no bloco H no dia anterior. Na assembleia os estudantes não aceitaram a proposta da reitoria de conceder o desconto para quem cursar 5 ou mais disciplinas (20 ou mais créditos). A opinião majoritária é de que isso significa, na prática, não dar desconto para ninguém. "Se o argumento da UCS é que a média de cadeiras não é muito superior a 3 por estudante, elevar para 5, é irreal", afirma Paulo Amaro, coordenador de assistência estudantil do DCE.

Também foi argumentado pelos estudantes que na prática a retirada dos descontos representaria uma receita menor, pois haveria uma diminuição na contratação de cadeiras por parte da maioria dos estudantes. Os estudantes que estavam presentes da reunião foram unânimes: Não abrir mão do desconto a partir das 3 cadeiras. Isso representa o acúmulo do debate que fizemos com os estudantes, tanto aqui em Caxias, como também em Bento Gonçalves. Deixamos claro nossa posição e também que nos mobilizaremos, caso nossa proposta não seja levada em conta.

Uma nova e ultima reunião foi marcada para quarta feira que deverá definir qual será o critério de desconto que será adotado. Essa reunião será definitiva pois a contratação de disciplinas inicia na sexta feira. 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Posse da Gestão 2011 do DCE/UCS


Data: 3 de Dezembro, Sexta-feira

Local: Centro de Convivências UCS
Horário: 19h

UCS faz proposta "indecente" para as licenciaturas

Na tarde de ontem a Movimentação esteve reunida com o Pró Reitor Administrativo, Gilberto Chissini, e o Vice Reitor José Carlos Köche, para tratar dos descontos para as licenciaturas. Estiveram presentes Paulo Amara Ferreira, futuro coordenador de Assistência Estudantil do DCE, Odair Camati, futuro Diretor do Centro de Educação e Filosofia do DCE e Gleyson Oliveira, do DA de Filosofia. A reunião foi inicialmente marcada pela atual gestão do DCE por Você, que não mandou nenhum representante.

A Movimentação começou a reunião com um relato de como anda o diálogo com a Reitoria e qual o acúmulo do debate que sem tem até agora, lembrando também que já ocorreram duas reuniões na Comissão de Educação da Câmara de Vereadores.

Colocamos que se os descontos para as licenciaturas não possuem o critério de renda, outros descontos oferecidos pela UCS, como os concedidos para os filhos dos funcionários e professores e como o recém criado desconto família, também não possuem esse critério. Foi também argumentado pela Movimentação, que os descontos para as licenciaturas representam apenas 1% do orçamento da UCS, que é de aproximadamento 200 milhões de reais. Desses 1%, que em valores chega a R$ 2 milhões, a metade é dos cursos das exatas, que têm 30% de desconto nas mensalidades, e a outra metade são das licenciaturas das humanas, que possuem 20%.

Como a universidade já confirmou que os descontos das exatas não irão ser retirados, significa dizer que os descontos para as demais licenciaturas representam apenas, pasmem, 0,5% do orçamento da UCS.

Diante disso, colocamos que a Movimentação está disposta a discutir o orçamento em conjutno com a UCS e buscar outras maneiras de viabilizar os descontos para as licenciaturas, pois acreditamos que podemos achar onde retirar 0,5% do orçamento da UCS, sem mexer nos descontos para as licenciaturas.

Para encerrar a reunião, depois de os representantes da UCS nos apresentarem a situação de penúria em que a UCS se encontra, nessa hora quase passamos o chapéu para contribuir um pouco mais com a UCS, eles colocaram a seguinte proposta: a UCS não propõe mais a retirada dos descontos para as humanas, desde que o desconto seja para quem cursar 5 ou mais cadeiras (20 créditos ou mais), atualmente é para 3 cadeiras (12 créditos).

Nossa posição é de total contrariedade a essa proposta por que ela significa, na prática, o fim do desconto. Pelo perfil dos estudantes de licenciaturas das humanas, poucos são os que conseguem cursar mais do que 3 cadeiras, e cursar 5, pagando 4, seria inviável

Mas a discussão não está encerrada. Foi marcada outra reunião para o sexta feira (03/12) às 15:30 com a presença do Reitor Isidoro Zorzi.

Nota de Falecimento

É com muito pesar que a Movimentação informa o falecimento de João Alberto Berthier Vieira, o Betinho, ocorrido hoje.

Betinho teve uma grande relação com o movimento estudantil, e com os estudantes da UCS, por ter sido, por muitos anos Coordenador da Coordenadoria de Relações Universitárias. Como suas atribuições estavam as coordenações dos programas de bolsas de estudo, estágios e ainda auxiliava os Diretórios Acadêmicos na realização de diversas atividades.

Era figura sempre presente nas eleições do DCE. Betinho já estava aposentado da UCS.

O velório está sendo na sala 2 das Capelas Cristo Redentor e o sepultamento será no Memorial Crematório São José, hoje às 17h30min.