quinta-feira, 24 de novembro de 2011

DCE é mais Debate

O DCE apoiou e participou de diversas atividades promovidas pelos Diretórios Acadêmicos, garantindo as atividades propostas pelos estudantes dos cursos. Tais como semanas acadêmicas, festas de integração e viagens para congressos.

Paticipação na luta, junto com o DA de Psicologia, contra o retrocesso no atendimento da saúde mental em Caxias. O movimento estudantil esteve presente em Audiência Pública e reunião do Conselho Municipal de Saúde, onde se colocou contrário as novas propostas, a mobilização foi de grande importância, pois o atendimento não foi centralizado.

Mal sabiamos naquele momento que a saúde de Caxias seria tão debatida durante o ano, com mais de 6 meses da greve dos médicos, o DCE participou do ato público pela saúde realizado no dia 17 de outubro. O movimento estudantil, assim como movimentos sindicais e comunitário, e usuários do sistema único de saúde reivindicaram aos poderes que resolvessem o impasse da greve médica.

O debate da Saúde na Universidade se organiza com o NASUCS (Núcleo de Acadêmicos de Saúde da Universidade de Caxias do Sul), que foi revitalizado neste ano, promovendo ainda no primeiro semestre a Jornada de saúde mental.

O NASUCS terá pela frente um período de debates sobre o VERSUS, que proporcionará espaço aos estudantes de vivências no SUS e fortalecerá a saúde pública brasileira.

Queremos fazer mais:
  • Que a contratação e demissão dos professores aconteça de maneira transparente;
  • Aumento do numero de bolsas de Iniciação Científica;
  • Que o formato do Jovens pesquisadores mude não sendo apenas uma apresentação de trabalhos, mas de debates;
  • Ampliação e realização de pesquisas em campi e núcleos;
  • Investimentos em infra estrutura para os projetos de pesquisa;
  • Ampliar a divulgação de pesquisas realizadas na UCS;
  • Criação de um fórum permanente de debate sobre as pesquisas realizadas na UCS, composto por estudantes e professores;
  • Garantir a ampliação do sistema de E-books.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

DCE é mais defesa do interesse dos estudantes

Ainda no período das férias, antes do início do primeiro semestre de 2011, fomos pegos de surpresa com a notícia de que os estudantes da UCS não teriam mais direito a cotas de impressão. Realizamos a luta contra o fim da cota de impressões, e conseguimos um resgate de parte da cota.

Organizamos manifestações contra o aumento das mensalidades na Cidade Universitária, Campis e Núcleos. A participação de todos garantiu que o aumento não fosse ainda maior. No próximo ano queremos fazer o debate desde logo, para que com transparência da universidade consigamos encontrar soluções.

Participamos da jornada nacional de lutas da UNE onde juntamente com DAs, DCEs e UEEs inserimos o debate nacional por investimentos de 10% do PIB e 50% do fundo soberano do pré-sal para a educação. Essas propostas fazem parte do Plano Nacional da Educação (PNE).

Participamos da campanha pela extensão da UFRGS para a serra gaúcha para garantir um acesso a educação pública de qualidade e suprir demandas que a sociedade onde estamos inseridos apresenta.


Apresentação da demanda da casa do estudante ao Governo do Estado em audiências do Plano Plurianual (PPA), e ao Governo municipal na Conferência de Juventude. Também entregamos ao governador do RS Tarso Genro, uma carta com a reivindicação de ajuda do estado. Sabemos que é uma luta difícil, mas com ajuda de vários setores podemos avançar esse diálogo e obter essa grande conquista.

Queremos fazer mais:
  • Fóruns de debates sobre as mensalidades durante o ano todo;
  • Exigir o portal da transparência da UCS;
  • Garantir que todas as salas de aulas da cidade universitária e campi e núcleos possuam data show, rede wireless, e tomadas para notboks;
  • Lutar pelo aumento no número de cotas de impressão e que as cópias coloridas sejam liberadas para os cursos do Campus 8.

DCE UCS é mais Movimento Estudantil

Os Diretórios Acadêmicos são parte importante do movimento estudantil. São eles que representam os estudantes dos cursos e levam as reivindicações dos colegas às instâncias da UCS, inclusive ao DCE, além de promover a integração e formação acadêmica. O movimento estudantil da UCS estava muito desorganizado. Tanto que reorganizamos, ou fundamos, 28 Diretórios Acadêmicos neste ano, principalmente nos campi e núcleos.

Outra atividade importante que realizamos foi o IV Congresso de Estudantes da UCS. Realizado nos dias 8 e 9 de outubro, o Coneucs, foi um espaço de debate sobre os rumos do movimento estudanti em nossa universidade. Também, no Coneucs, foi aprovado o novo estatuto do DCE que está em vigor para essas eleições. O Congresso contou com a eleição de delegados (representantes) em 53 curso da UCS.

Queremos fazer mais:
  • Garantir a autonomia de atuação e de utilização dos espaços dos DAs, DREs ou DCE;
  • Reivindicar para que todas as salas de DAs tenham um bom computador, móveis e outros materiais para a realização de um bom trabalho;
  • Auxiliar os DAs, estudantes e membros do DCE sobre o funcionamento da UCS com materiais, reuniões e etc
  • Promover a IV Jornada de Formação do DCE
  • Auxiliar a realização do Planejamento Estratégico do DCE e DA’s para 2012
  • Promover palestras de temas relevantes para o movimento estudantil;

terça-feira, 22 de novembro de 2011

DCE é mais ações para os alunos

Nesse ano criamos o Guia de Convênios do DCE, com parcerias em vários segmentos, trazendo descontos aos estudantes nos mais variados produtos e serviços. o Guia abrange empresas de nove cidades da região.

Também enfrentamos uma dura negociação com o Restaurante Universitário. A proposta era de aumentos semestrais. O DCE se posicionou contrário e estabeleceu uma discussão que poderá levar a um novo contrato de serviços. Momentaneamente o aumento do valor que estava previsto para o início do segundo semestre não aconteceu.

O cancelamento de disciplinas é uma preocupação constante dos estudantes. Por isso reunimos diversas vezes com a Pró Reitoria Acadêmica, em conjunto com diversos Diretórios Acadêmicos, para buscar soluções. O DCE também está atento a nova política de cadeiras com oferta anual, ou bianual, bem como as disciplinas de código UCS (básicas) que serão oferecidade no modelo semi-presencial. Já realizamos duas reuniões com a reitoria sobre esse assunto e vamos reinvindicar, durante o ano todo, para a mudanaça dessa modalidade.

Outra luta, bastante recente, foi contra a cobrança de estacionamento na Cidade Universitária. A mobilização gerada pela chapa DCE em Movimento fez com que a Reitoria recuasse na proposta de implantação da cobrança para março.

Por fim, juntamente com os DAs do Campus 8, realizamos uma pauta de reivindicações para melhorias na unidades, várias delas já contempladas.

Queremos fazer mais:
  • Que a creche da UCS tenha vagas para filhos de estudantes;
  • Ampliar a campanha pela Casa de Estudante;
  • Lutar pela manutenção, e ampliação, dos 20% de desconto das licenciaturas;
  • Lutar pelo Restaurante Universitário a preços acessíveis e de qualidade;
  • Debater os valores cobrados pelas cantinas nos campus e núcleos e cidade universitária;
  • Realizar o II Encontro dos Estudantes ProUnistas da UCS.
  • Lutar contra implantação semi presencial das disciplinas básicas;
  • Diminuir as disciplinas de 4 creditos divididas em 2 aulas de 2 creditos;
  • Reivindicar o fim do cancelamento das disciplinas antes mesmo da apresentação;

DCE UCS é mais participação

O DCE participa, e estimula a participação, em atividades de nossas entidades gerais. Nesse ano nossa entidade teve delegações ao Conselho Nacional de Entidades de Base, Coneb, que reune os Diretórios Acadêmicos de todo o país. No Conselho Nacional de Entidades Gerais, Coneg, que reune os DCEs e no Congresso da UNE. Também participamos da Bienal da UNE, do Encontro de Mulheres Estudantes, EME, e do Encontro de Negros e Negras, ENUNE.

Estadualmente construímos a participação para o Congresso da União Estadual de Estudantes do RS, UEE/RS Livre e para o Encontro Estadual de Mulheres Estudantes. Realização, aqui na UCS, de uma atividade de formação com a pauta do ENUNE, chamado pré-Enune.

Outra importante mobilização foi a Consulta Popular. O DCE participou do grupo organizador da Consulta na Região Serra. Também participamos dos debates do Plano Plurianual do Estado onde apresentamos a proposta de construção da Casa do Estudante.

Também participamos da organização do Acampamento de Juventude do Fórum Social Mundial da Serra Gaúcha, que ocorreu de 4 a 6 de novembro. Durante o Fórum aconteceram debates sobre juventude, cultura, ativismo, além de apresentações de música e teatro.

Em Caxias fomos corealizadores da Conferência Municipal de Juventude. Importante espaço de discussão sobre as políticas públicas para o setor em nossa cidade.

Queremos fazer mais:
  • Lutar pelo voto direto para escolha de Reitor a Coordenador de Curso;
  • Lutar para a inclusão de uma representação, no Conselho Diretor da FUCS, para estudantes, professores e funcionários;
  • Realização de debates sobre temas relevantes da sociedade;
  • Que o DCE mantenha contato com outros movimentos sociais como movimentos de cultural, comunitário, pastorais, etc.
  • Propor atividades de disciplinas junto aos movimentos.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

DCE é mais esportes

Uma entidade estudantil não vive só de reivindicações, por isso recuperamos uma atividade que há muitos anos não acontecia. Nesse ano foi realizada a Copa de Futebol Sete do DCE. Foram 10 equipes de vários cursos, incluíndo o Núcleo de Farroupilha, que disputaram a taça de campeão do torneio.









Queremos fazer mais:


  • Realizar os jogos do DCE de diferentes modalidades;
  • Promover campanhas que promovam a saúde dos estudantes;
  • Lutar pela garantia de que a lei da meia entrada para estudantes em eventos esportivos seja cumprida.

DCE UCS é mais Combate às Opressões

A Jornada de Atividades do 8 de março, dia internacional de luta das mulheres por uma sociedade mais justa e fraterna aconteceu durante todo o mês de março, promovendo debates, integrando e celebrando os 5 anos do coletivo de mulheres da UCS. A exposição ‘Ô abre alas que as mulheres vão passar... lugar de mulher é em todo lugar!” também fez parte da programação.

A participação no Encontro Estadual de Mulheres Estudantes, promovido pela União Estadual dos Estudantes - Livre (UEE-Livre), e no Encontro de Mulheres Estudantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), serviram para introduzir ainda mais o debate em nossa universidade.








Queremos fazer mais:
  • Fortalecer o coletivo de mulheres estudantes da UCS;
  • Incentivar a reativação do coletivo de negros e negras;
  • Incentivar a criação do coletivo LGBT;
  • Lutar contra qualquer tipo de opressão que ocorra em nossa sociedade;
  • Reivindicar e fazer que se cumpra a garantia estatutária de no mínimo 40% de integrantes de cada gênero.

sábado, 19 de novembro de 2011

DCE é mais ações em Campi e Núcleos

Os Campi e Núcleos da UCS sempre reclamam, e com razão, que ficam desassistidos, seja em estrutura, seja em presença do DCE. Nesse ano tentamos dar uma atenção aos Campi e Núcleos. Primeiro foi necessário reorganizar as entidades estudantis que estavam fechadas ou que tiveram problemas nas eleições do ano passado. Para isso o DCE organizou as eleições nos Diretórios Regionais de Estudantes em Canela e Vacaria. Em Bento Gonçalves o processo acontece juntamente com as eleições do DCE. Ainda foram rearticulados os DAs de Administração, Contábeis e Direito de São Sebastião do Caí; os DAs de Direito e Administração de Farroupilha. Além disso houve eleições conjuntas para os DAs de Vacaria e de Canela.

As demandas de Campi e Núcleos também foram debatidas. Em Guaporé, juntamente com os DAs, foi reivindicado, e conquistado, as novas salas para os Diretórios Acadêmicos e um novo espaço de convivências no Núcleo. Também foram incorporadas as reivindicações por mais livros para o Núcleo de Canela, além de uma extensa pauta de reivindicações dos estudantes de Vacaria.

Queremos fazer mais:
  • Aproximar os Campi e Núcleos dos debates e discussões a respeito da Universidade;
  • Fortalecer o Movimento Estudantil nessas unidades;
  • Promover Fórum de Debates entre os estudantes e DAs dos Campi e Núcleos.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

DCE UCS é mais Cultura

Para o DCE em Movimento, cultura faz parte da formação do estudante. Pensando nisso realizamos uma série de atividades que proporcionaram cultura e arte para os nossos colegas. Recuperamos uma atividade que já foi tradicional na UCS, as Quintas Culturais, com apresentação de artistas locais, inclusive sendo escolhidos pelos nossos próprios colegas, como foi o caso da Festa de Arrobas.

Não deixamos passar em branco uma data emblemática para nós estudantes. O 11 de agosto, Dia do Estudante, não é só um momento de comemoração, mas lembramos dessa data com a banda Black Birds na Festa do Dia do Estudante. Falando em luta, participamos ativamente da mobilização pela aprovação, na Câmara de Vereadores, da Semana do Hip Hop e, em agosto fomos co-realizadores das atividades.

Mas não realizamos atividades só na cidade universitária. O Trote Cultural, desse ano, contemplou todos os Campi e Núcleos com apresentações de música, dança e teatro. Por fim, ao invés de gastarmos altos valores em shows nacionais, o DCE apostou na valorização de artistas locais. Foi o caso do show do violinista Rodrigo Nassif que se apresentou em Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Vacaria.

Queremos fazer mais:

  • Realizar o Festival de Talentos da UCS;
  • Realizar o Concurso Literário que culmine no 1º Sarau Universitário;
  • Realização da I Bienal de Arte e Cultura da UCS;
  • Garantia que haja meia entrada para estudantes em eventos culturais;
  • Oficinas de debates culturais, buscando formar apreciadores de arte.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Estacionamento pago na UCS. Mais um ataque ao estudante

Colegas!

Neste final de semestre os estudantes da UCS foram surpreendidos com a notícia de que a partir de 2012, a Universidade cobrará pela utilização de seus estacionamentos. O motivo alegado é o grande fluxo de veículos na UCS e que outras instituições de ensino também cobram por esse serviço.

A UCS apresenta a cobrança como solução para a falta de vagas, mas destacamos que essa proposta não criará nenhuma vaga a mais de estacionamento. O resultado será a penalização de diversos estudantes que usam seus veículos por necessidade.

Frente a isso, a CHAPA 3 - DCE em MOVIMENTO manifesta total repúdio a essa proposta, pois a  mesma prejudica ainda mais os estudantes já que teremos a mensalidade 9,8% mais cara em 2012. Os estudantes não podem pagar mais uma vez pela falta de planejamento.

Esse debate não deve ser feito no final deste ano, enquanto os estudantes estão preocupados com seus trabalhos e provas. Somos contra o debate no apagar das luzes de 2011.

O problema de trânsito na UCS não é novidade. Diversas vezes Diretório Central de Estudantes demonstrou sua preocupação e propôs alternativas, como a campanha de conscientização da carona solidária.

A Chapa 3 - DCE em Movimento, se coloca contra a cobrança de estacionamento e se preciso iremos as ruas contra essa proposta.

Como alternativas à cobrança, propomos:
#Campanha de conscientização da carona solidária.
#Cobrança da Prefeitura e Visate para melhoria do transporte coletivo.

PAGAR ESTACIONAMENTO NA UCS. NÃO CURTI!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Agora é DCE em Movimento!




Colega!

A ano de 2011 foi marcado pela reconstrução do movimento estudantil da UCS. Após uma gestão apática e sem compromisso com os estudantes, assumiu o grupo Movimentação, disposto a debater, elaborar, propor e mobilizar.

Muitas foram as mobilizações: contra o corte das cotas de impressão, contra o aumento do RU, pela construção da Casa de Estudante, contra o aumento abusivo das mensalidades.

Uma grande vitória foi a realização do 4º Congresso de Estudantes da UCS (Coneucs) onde estudantes de toda a universidade puderam debater a educação que queremos, e onde ocorreu a reforma do estatuto do DCE.

Agora é DCE em Movimento!

Nesse momento queremos reafirmar nosso compromisso com a construção de um movimento estudantil combativo, autônomo e democrático. Somos a Chapa 3 - DCE em Movimento, e queremos junto com vocês transformar essa universidade e debater a sociedade.

Abaixo apresentamos algumas das nossas propostas:

Educação de Qualidade:
# Que a UCS apóie e incentive atividades de pesquisa e extensão nos campi e núcleos;
# Que a pesquisa tenha um caráter comunitário, e esteja voltada a solução de problemas da comunidade onde está inserida.

Democratização:
# Participação dos estudantes nas definições de investimentos. Nós pagamos e também podemos decidir;
# Eleição para Direção de Centro, Direção de Campi e Núcleo e Coordenação de Curso.

Assistência Estudantil:
# Casa de estudante, com investimento da UCS ou com apoio do governo. Os estudantes da UCS precisam dessa importante obra;
# Restaurante Universitário. É possível termos um valor mais baixo, sem perder a qualidade da comida;
# Creche para filhos de mães estudantes, para que ninguém mais precise parar de estudar por ter filho pequeno.


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

EREH 2011

Entre os dias 11 a 15 de novembro acontece no COLÉGIO APLICAÇÃO da UFRGS a XIII edição do EREH-SUL (Encontro Regional de Estudantes de História).

"Mundo do Trabalho e Educação:
perspectivas para o Movimento Estudantil de História”

PARTICIPE!

inscreva-se em www.erehsul2011.blogspot.com

"Levamos um mundo novo em nossos corações: esse mundo está crescendo neste instante."


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Conselho Diretor mostra-se irredutível e mantém reajuste em 9,8%


“Após análise dos estudos apresentados a respeito do valor da UCP (mensalidades) para 2012, o Conselho Diretor verificou que a necessidade seria maior que 11%, no entanto, considerando o esforço que a administração está realizando para redução gradativa do deficit operacional, bem como a demanda dos estudantes, o Conselho Diretor decidiu referendar o índice sugerido pelo Consuni, de 9,8%”.

Essas linhas mínimas foram a resposta do Conselho Diretor ao documento apresentado pelo DCE na reunião que decidiu o reajuste das mensalidades ontem, 24. O DCE apresentou diversas ponderações sobre a saúde financeira da instituição. Lembramos até que no começo do ano, a universidade publicou, no Atos & Fatos, a seguinte manchete: “número recorde de matrículas nos cursos de graduação”. Por conta disso questionamos a fala da reitoria de que o número de créditos cursados havia diminuído.

O texto ainda apresentava uma série de propostas entre elas o estabelecimento de um pacto entre estudantes, professores, funcionários e gestores para que reduzíssemos o déficit da instituição num prazo mais elástico e sem penalizar o bolso dos estudantes.

Para o coordenador de patrimônio e finanças do DCE , Vinícius Postali, a decisão do Conselho Diretor não seguiu a lógica. “Ano passado com um déficit de R$ 13 milhões o reajuste foi de 7,94%, esse ano com R$ 7 milhões no vermelho, aumentaram em 9,8%”, aponta o coordenador. Para a entidade o reajuste irá penalizar o estudante pois a inflação vai ficar muito abaixo do aumento das mensalidades (a previsão é de 6,5% para 2011).

O coordenador de cultura do DCE, acadêmico de Publicidade e Propaganda, Cesar Massing é enfático na crítica, “Cadê a qualidade no ensino? Cadê a boa gestão que o Conselho Diretor confiou ao nosso Reitor?”, questiona.

Manuele Araldi, coordenadora de Formação do DCE, também mostrou-se indignada com a decisão do Conselho Diretor. “Acho que eles esquecem que a universidade é responsabilidade de todos, dos estudantes, funcionários, docentes e gestores! Alias, só lembram isso no discurso”, sentencia.

A decisão do Conselho Diretor causou indignação também nas redes sociais. Pelo Facebook do DCE a estudante de Psicologia Bruna Milman pergunta: “Eu gostaria de saber onde está indo nosso dinheiro, acho que uma auditoria seria melhor agora. Sete milhões é muita grana”, questiona.

O objetivo do DCE é que a discussão não acabe agora. Segundo Postali a UCS contrairá um empréstimo de R$ 22 milhões para investimentos. “Queremos discutir onde serão aplicados esses recurso, para que eles sejam bem aplicados”, afirma o coordenador. A entidade também fará solicitação de informações sobre a saúde financeira da instituição e fará um acompanhamento de perto sobre as contas da UCS. “Infelizmente a Reitoria e o Conselho Diretor fizeram com que o bolso do estudante sangrasse, agora queremos ver se virão os investimentos”, finaliza.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Netos do Remy é campeã da 1ª Copa DCE/UCS Prosports de Futebol Sete


A chuva, que ameaçava cair em Caxias não veio. No lugar dela um forte calor marcou o segundo dia de jogos da Copa DCE/UCS Prosports de Futebol Sete. No domingo foram realizados 14 jogos. Das 10 equipes participantes (veja outra matéria), quatro passaram para a semi-final. Pelo Grupo A classificaram Blinder Leôncio e Pé de Foice e pelo Grupo B, Netos do Remy e Só Bagão.

Nos confrontos finais dois jogos terminaram empatados e precisaram ser decididos nos pênaltis. No primeiro jogo da semifinal, Blinder Leôncio e Só Bagão empataram em zero gols. Nos pênaltis a equipe do Só Bagão conquistou o direito de disputar a final vencendo por 4 a 1. Na decisão do 3º lugar, Blinder Leônico novamente empatou a partida, dessa vez contra a equipe Pé de Foice. O placar de 1 a 1 necessitou que a decisão do terceiro lugar fosse decidida nos pênaltis. Depois de 10 cobranças de cada lado a Blinder Leôncio conquistou o 3º lugar vencendo por 6 x 5.

O confronto final foi entre as equipes Netos de Remy e Só Bagão. Num jogo sem muitas dificuldade a equipe Netos de Remy sagrou-se campeã por um placar de 3 x 0. Coube ao Só Bagão comemorar o vice campeonato.

A 1ª Copa DCE/UCS Prosports de Futebol Sete acabou deixando uma sensação de “quero mais” entre os participantes. A iniciativa do DCE em organizar um campeonato esportivo foi elogiada por todas as equipes. Também foram dadas sugestões para melhorias para as próximas edições.

Veja os resultados:

Disciplina: Netos do Remy

Defesa Menos Vazada: Blinder Leôncio e Netos de Remy

Goleador: Gustavo Andreazza (Netos de Remy)

3º Lugar: Blinder Leôncio

2º Lugar: Só Bagão

1º Lugar: Netos do Remy

terça-feira, 11 de outubro de 2011

4º CONEUCS reforçou a luta do movimento estudantil


Congresso defendeu a democracia e o acesso igualitário ao ensino superior 

O 4º Congresso de Estudantes da UCS – CONEUCS foi realizado no último final de semana, dias 8 e 9. As atividades reuniram mais de 100 estudantes em debates a respeito da educação no Brasil, da melhor atuação do movimento estudantil na universidade, da luta pela universidade popular e de melhores condições do ensino superior.

Apesar da universidade contar com mais de 35 mil alunos, pouco mais de 100 estudantes delegados participaram das mesas de discussões. Mesmo assim, o congresso foi muito importante para integrar os representantes dos diversos cursos de graduação e direcionar as ações que envolverão os estudantes nos próximos dias. Com muito debate e com a participação democrática, o CONEUCS definiu como serão as negociações dos estudantes quanto ao aumento anual das mensalidades na UCS. Já no fim desta semana, o DCE volta a reunir estudantes e reitoria para discutir o impacto do abusivo aumento no bolso dos universitários e mobilizar todos.
Outra importante pauta discutida e votada foram as alterações do estatuto do DCE, em especial à continuidade da formação do DCE por coordenadorias e não por meio de presidência. Os grupos apresentaram suas teses e debateram uma série de aspectos para o funcionamento do Diretório e de suas ações na UCS.
O debate sobre o Restaurante Universitário também foi muito polemizado no encontro. Além de melhores condições e estrutura os estudantes exigem preços mais acessíveis nas refeições do RU. O argumento dos estudantes é que como diferencial aos outros locais de alimentação na UCS, o RU tem em sua origem a definição de ser um espaço onde os estudantes possam jantar ou almoçar comida de qualidade com valores muito acessíveis, afinal, faz parte de um contrato definido junto à universidade.
O movimento estudantil se mostrou forte em todas as lutas. A principal bandeira é a educação e a igualdade ao acesso no ensino superior. Sem luta não existe conquistas. O movimento dos estudantes é militante e não desiste de mostrar que tem voz e vez na sociedade.

Foto: Caroline Dall’ Agnol
Fonte: dceucs

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

DCE participou de Ato Público pela saúde


A tarde ensolarada de segunda movimentou a entrada da Prefeitura de Caxias do Sul. Integrantes de diversos movimentos e usuários estiveram unidos para se mobilizar contra descaso com a saúde pública no município. A greve que perdura há seis meses já trouxe muitos prejuízos para população e por isso a luta tem que continuar.

O DCE esteve presente e apoia todos os movimentos na luta pelo fim da greve dos médicos. Ainda ontem, representantes dos movimentos sindicais, comunitário e estudantil se reuniram com secretários municipais e entregaram ao executivo um documento de reivindicação para pressionar os poderes a resolver o impasse da greve médica.

Que o SUS volte ao normal e os caxienses não sofram mais com esse impasse!

Foto: Luana Reis

terça-feira, 14 de junho de 2011

Porque participar do Conune:

A União Nacional dos Estudantes é a entidade que representa todos os estudantes do país. Participar do CONUNE é mais do que eleger uma nova diretoria para a entidade. A Movimentação acredita que o Congresso é um importante espaço para troca de experiências, por isso nossa chapa apresenta colegas dos mais diversos cursos.

Poder conhecer outras realidades e apresentar o que estamos fazendo aqui é uma das melhores maneiras de avançarmos no movimento estudantil da UCS.

O que queremos debater no Conune:

Universidades Comunitárias
Está na Câmara dos Deputados um projeto de lei que busca criar um marco regulatório para as Universidades Comunitárias, como a UCS. Entendemos que esse projeto é importante desde que ele preveja processos que garantam a participação, real, da comunidade nas decisões da universidade. Por isso propomos: Eleições diretas para as chefias acadêmicas (Reitor, Direção de Centro e Coordenador de Curso); Paridade nos Conselhos Superiores (estudantes, professores, funcionários e reitoria devem ter o mesmo peso); estabelecimento de outros espaços de decisão, por exemplo, assembleias de unidade.


                                            Assistência Estudantil
São claras as demandas da MOVIMENTAÇÃO. Casa do Estudante, Restaurante Universitário, Transporte Público de qualidade. Mas não podemos ver Assistência Estudantil somente sendo isso. Queremos implementar políticas que garantam a entrada e permanência na Universidade de uma parcela significativa da população. Estamos na Luta para 10% do PIB e 50% do fundo social do pré sal para a educação. Vendo assim uma esperança de uma sociedade justa e igualitária.


                                            Orçamento Universitário
Pagamos, e pagamos caro para estudar na UCS. De todo o valor arrecadado somos responsáveis por mais de 90%. Entretanto decidimos muito pouco quando o assunto é investimentos. Na UCS construímos uma forma de discutir os investimentos com toda a comunidade, o Orçamento Universitário. Já há vários grupos na UNE que assimilaram a nossa propostas, queremos retomar essa discussão para consolidá-la ainda mais.




                                            Saúde


Queremos levar um debate que o NASUCS (Núcleo de Acadêmicos da Saúde da UCS) está fazendo. Defendemos a regulamentação da Emenda Constitucional 29 que estabelece mais recursos para saúde. Também vamos reivindicar que Estados e Municípios invistam os percentuais mínimos constitucionais na saúde (15 e 12%, respectivamente).




                                           Mulheres nos espaços de poder
Nas universidades as mulheres são maioria, porém nos espaços de decisão do movimento estudantil isso não se repete, na UCS apenas 3 mulheres ocuparam a presidência do DCE. O conselho diretor da FUCS não tem nenhuma mulher, assim como nenhuma mulher é pró reitora. Por isso defendemos: a participação das mulheres em todos os espaços de decisão, a abertura de vagas na Creche Universitária para filhos de mães estudantes, contra a mercantilização dos corpos e vidas das mulheres e por uma educação não sexista e inclusiva.


                                       Ações Afirmativas
Precisamos construir uma universidade diversa e plural, que mesmo identificando diferenças, abrigue a todos e todas. Durante décadas os bancos universitários foram ocupados por uma maioria branca, filhos das elites financeiras do país. Com o estabelecimento das cotas raciais e sociais nas universidades e com o ProUni agora o preto, o pobre, o indígena também está alcançando a oportunidade de uma educação de qualidade que lhe dê condições de prosperar.


                                             Combate à homofobia
A aprovação da união homoafetiva é um marco no estabelecimento da igualdade entre as pessoas no país. Mas ainda falta muito. Defendemos a aprovação da PLC 122/06 que criminaliza a homofobia.


segunda-feira, 13 de junho de 2011

Universidade Combatendo as Opressões

Discutir e promover o combate às opressões nas universidades brasileiras é, antes de tudo, reconhecer seu papel de transformador social, pensar na universidade que queremos não está distante da sociedade que lutamos para construir.
 
Mulheres na Universidade

A sociedade contemporânea demonstra uma falsa igualdade, como se já estivéssemos superado o machismo, mas a realidade de vida das mulheres demonstra diariamente que ainda estão presentes.

Constituiu-se no passado o papel social reservado aos gêneros, no qual os homens são educados para os espaços públicos, enquanto provedor da família, viril e racional; e as mulheres nos espaços privados, exercendo funções de zelo, fragilidade e tarefas do lar.

É necessário romper com esta lógica de pré-determinação dos lugares sociais de homens e mulheres, que acaba reproduzindo vícios machistas e contribui para manter a exploração, a “coisificação” e a opressão às mulheres. Os desafios não se resumem a ingressar nessas áreas consideradas masculinas, mas de reverter a essência dessa concepção que tem raízes profundas e históricas.

Enquanto as mulheres não se auto-organizarem enquanto sujeitos políticos, sua própria libertação fica comprometida. Afinal, direitos não são presentes, são conquistas! Para que, de fato, caminhemos rumo a uma sociedade igualitária, livre de opressões de gênero, raça ou classe.

Nas universidades as vagas, em sua maioria, são ocupadas por mulheres e esta emancipação social e econômica insere as mulheres numa tripla jornada (estudos, trabalho e cuidar do lar).

Nos fóruns estudantis, desde os eventos nacionais até os localizados, é importante que o debate de gênero seja estimulado é necessário um constante olhar feminista sobre a universidade, estando atentas:

  • aos projetos pedagógicos dos cursos, visando a educação não sexista, o ensino deve servir a emancipação das consciências, deve servir à extinção de toda forma de preconceito e discriminação. ; 
  • às expressões de violência que muitas vezes aparecem de forma singela reproduzindo a opressão de gênero; 
  • ao direcionamento do movimento estudantil, principalmente para que incorpore as bandeiras feministas; 
  • à mercantilização das mulheres, dos seus corpos e da sua vida; 
  • abertura de vagas na Creche Universitária da UCS, para as mães e pais estudantes, como política de Assistência Estudantil; 
  • às relações de poder que se constroem na universidade (participação das mulheres nos espaços de poder e decisão; 
  • a luta das mulheres por autonomia denunciando o controle dos homens, Estado, instituições religiosas e mercado sobre o corpo e a sexualidade feminina. 
  • a imposição de um padrão de beleza e feminilidade; 
  • imposição da maternidade como destino natural e obrigatório. 

Ações Afirmativas / É preciso enegrecer a universidade.

Lutamos por uma universidade popular e com ampla participação social, melhorando e influenciando a vida em comunidade. Além disso, precisamos construir uma universidade diversa e plural, que mesmo identificando diferenças, abrigue a todos e todas. Entender que o eixo que estruturou o capitalismo no Brasil foi o trabalho escravo majoritariamente negro é

importante para identificarmos onde atacar o ciclo vicioso de manutenção do poder das elites. Estamos superando o déficit de década onde as cadeiras da academia eram ocupadas por sua imensa maioria branca, filhos das classes dominantes do país, que ali formadas, sempre ocuparam as posições dirigentes da nação. O povo preto, e indígena também quer poder!

UNE: Na luta pela defesa e pelos direitos homoafetivos!

A aprovação da união homoafetiva é um marco de resistência heróica de pessoas que nunca calaram diante das opressões, apesar da conquista a muito ainda a ser alcançar, como a aprovação da PLC 122-06 que criminaliza a homofobia. A universidade também tem um papel fundamental para a luta dos direitos humanos. Tivemos um significativo avanço na luta pela cidadania LGBTT, criando mecanismos de participação e protagonizando vários debates dentro e fora da universidade, porém precisamos fomentar a importância de pesquisas e formulações teóricas sobre as políticas públicas LGBTT no Brasil e superação da homofobia, do sexismo e da heteronormatividade. Defendemos uma universidade livre de preconceitos e opressões, onde as pessoas tenham direito de expressar sua sexualidade para a construção de um mundo libertário.

NASUCS na defesa da regulamentação da EC29

O que é?

De forma diferente ao que historicamente ocorria na área de saúde, os estudantes dos cursos da área da saúde, organizaram-se para examinar, discutir, construir e deliberar sobre interesses comuns na área. Para tanto, foi criado o NASUCS (Núcleo de Acadêmicos da Saúde da Universidade de Caxias do Sul), formado por estudantes dos cursos de Fisioterapia, Enfermagem, Medicina, Farmácia, Psicologia, Educação Física, Serviço Social, Biologia e Nutrição. Este Núcleo marca um momento de amadurecimento dos estudantes na direção da união de esforços, na busca de um ensino de qualidade.

A importância do NASUCS pode ser evidenciada por diferentes razões, totalmente articuladas: primeiro, por possibilitar o desenvolvimento de habilidades nas dimensões política e ética em consonância também com a multidisciplinaridade que envolve a articulação de diferentes saberes, tão importantes no desempenho profissional competente; segundo, por possibilitar perceber que há interesses comuns cujo enfrentamento conjunto facilita a obtenção de resultados; e, finalmente por facilitar o entendimento quanto à operacionalidade dos processos Institucionais e da dinâmica da Instituição onde estão desenvolvendo a formação profissional.

Iniciativas desta natureza deveriam ser sempre estimuladas nos cursos que se relacionam diretamente com a área da saúde, de forma a aumentar a integração entre estudantes, gestores e comunidade, com o intuito de potencializar soluções aos problemas que naturalmente ocorrem no processo de construção de competências profissionais.

Em nossa formação profissional aprendemos sobre universalidade, integralidade, interdisciplinaridade, multidisciplinaridade, trabalhar em equipe. E é com essa visão que os/as estudantes da área da saúde que articulam o NASUCS, se reúnem para conquistar melhorias na qualidade de nosso ensino que refletirá na realidade social, praticando a união dos cursos da saúde em discussões, proposições e ações em conjunto!

Como está?

A situação das condições de saúde Nacional (Municipal, Estadual) estão a desejar, o NASUCS acredita e defende a Emenda Constitucional 29, onde a regulamentação busca uma definição de mais recursos federais para a saúde. Levando esta discussão para a UNE, o NASUCS acredita que será uma força a mais cobrando o Ministério da Saúde, Estados e Municípios cumprirem aquilo que já é de clareza meridiana na Constituição Federal e na Lei Orgânica da Saúde, contribuindo também para traçar o que são e o que não são ações e serviços de saúde.

Como queremos?

Queremos o óbvio já definido na Constituição Federal, mas que é sofisticadamente negado pelas esferas de governo. A saúde merece atenção exclusiva para discussão, não devemos mendigar recursos. Devemos cobrar que os Estados e Municípios invistam na saúde como manda a Constituição (15% e 12%, respectivamente, do que arrecadam). Se a União não investe esse mínimo em Saúde perdemos esta verba pública, que poderia ser destinada para várias áreas e projetos, não somente á saúde.

sábado, 14 de maio de 2011

Pré - ENUNE/UCS: “O Brasil após expansão das políticas de Ações Afirmativas: Desafios e Novas Perspectivas.”

Debatedores/as:
Clédisson Júnior “Jacaré” (Diretor de Combate ao Racismo da UNE
Loraine Slomp Giron (Historiadora)
Lucas Caregnato (Historiador)
Gerusa Bittencourt (Coletivo ENEGRECER)

Dia: Segunda - Feira, dia 16/05
Local: Auditório do Bloco E - UCS
Horário: 19h30min


“O Brasil após expansão das políticas de Ações Afirmativas: Desafios e Novas Perspectivas.”
A partir de 1988 a população brasileira decidiu construir o regime democrático, bem como praticar a convivência social num ambiente de igualdade, que são incompatíveis com a discriminação racial, religiosa e cultural.
Acontece que, os três séculos de escravidão ensejaram enormes impactos sobre as populações indígenas e negras, ocasionando, hoje, grandes problemas no processo de plena integração social e no exercício de nossos direitos de cidadania. E o maior desafio para os diferentes atores sociais que discutem a questão racial é justamente desmascarar o racismo, dissimulado sob o véu da democracia racial.
Discutir e promover o combate ao racismo nas universidades brasileiras é, antes de tudo, apresentar seu papel importante enquanto transformadora social, e pensar nesta universidade que queremos é um exercício que está profundamente relacionado com o ideal de sociedade que queremos construir.
Com a implementação de políticas de discriminação positiva, as ações afirmativas, demos um passo importante na democratização da universidade, possibilitando que uma parcela significativa da população participe da produção do conhecimento científico que historicamente lhes foi negado, conhecimento este, ainda eurocêntrico e elitista, que nega o papel essencial que a comunidade negra e indígena desempenhou na construção da sociedade brasileira.
Na UCS, mesmo sem a reserva de vagas para afrodescentes e indiodescendentes, existem mais de 4.000 cotistas. Um novo cenário surge na universidade desde então.
Devemos ir além das ofertas de cotas, e pensar na permanência e assistência estudantil através do recorte de quem mais necessita dela, como também erradicar o preconceito e a discriminação racial, a partir de produções científicas, teses, estudos e organizações de coletivos que inserem as questões étnico-raciais no centro das discussões, buscando desmontar ideologias supremacistas e contrapor um modelo de produção do conhecimento que sempre valorizou uma única raiz epistemológica.
A União Nacional dos Estudantes (UNE), o Diretório Central de Estudantes (DCE) e o Coletivo de Negros e Negras da UCS, convoca tod@s para avaliarmos e compreendermos os desafios ainda existentes no que se refere à implementação de políticas afirmativas e, junt@s, apontarmos perspectivas para o seu aprofundamento, em prol da igualdade no acesso e permanência no ensino superior brasileiro.


Chamada para o III ENUNE


Caros colegas, a União Nacional dos Estudantes (UNE) realizará em Salvador, entre os dias 20 e 22 de maio, o III Encontro de Negras, Negros e Cotistas da UNE.

O ENUNE é uma das ferramentas para avançar na luta por uma sociedade justa,igualitária e livre da opressão do racismo. Durante os dias do encontro, as e os participantes discutirão a educação numa perspectiva anti-racista com o proposito de elaborar de forma conjunta com o poder publico e a sociedade civil formas de enfrentamento ao racismo.

O ENUNE está em sua terceira edição e será realizado na Universidade Federal da Bahia (UFBA).




sábado, 16 de abril de 2011

Nota sobre o I EME da UEE Livre do RS

O  I Encontro de Mulheres Estudantes da União Estadual dos Estudantes (UEE Livre/RS) aconteceu no dia 02 de abril de 2011 na Faculdade de Educação da UFRGS e contou com a presença de cerca de 50 estudantes das universidades do Estado. Estiveram presentes estudantes da Universidade de Santa Cruz (UNISC), Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul (PUCRS), Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), Universidade de Caxias do Sul (UCS) e UNIVATES.


A mesa de abertura, sobre o tema: “Ô abre alas que as mulheres vão passar! Igualdade é poder”, de mesmo tema do EME nacional, contou com a participação de representantes feministas dos seguintes movimentos e/ou entidades: Movimento das Mulheres Camponesas, Diretório Central de Estudantes - DCE da UFRGS, União Nacional dos Estudantes - UNE, Marcha Mundial das Mulheres, União Brasileira de Mulheres e Organização Maria Mulher. As debatedoras trouxeram importantes contribuições e análises sobre a história de lutas das mulheres, sobre as origens da opressão contra a mulher, e sobre os aspectos específicos da inserção das mulheres nos espaços: movimento camponês, movimento estudantil e nos movimentos essencialmente feministas. Também foram feitas análises conjunturais, tendo como foco o fato de se ter a primeira presidenta mulher no país, e a partir disso apontaram desafios atuais da organização feminista.

Pelo período da tarde, ocorreram grupos de discussões – GD’s, que estiveram centrados nos temas: movimento estudantil, assistência estudantil, saúde das Mulheres e a legalização do aborto, trabalho e renda na universidade - economia solidária e feminista, coletivo de ulheres e auto-organização e mercantilização. Nestes grupos de discussão, as participantes tiveram a oportunidade de trocar experiências de suas Universidades, bem como realizar encaminhamentos e propostas a cerca da temática a qual foi discutida. Estes encaminhamentos serão realizados a nível Estadual e Nacional, bem como, serão apresentados no IV Encontro de Mulheres Estudantes da União Nacional dos Estudantes que se realizará entre os 21 e 24 de abril de 2011 na cidade de Salvador/BA.

Após a socialização das discussões dos grupos, houve um momento de debate a fim de unificar o Movimento Estudantil Feminista do Estado, bem como para organizar uma sistematização, que foi chamada de Carta do I EME-UEE Livre/RS, com conteúdo advindo a partir dos GD’s e portanto, como deliberações do encontro.

O I Encontro de Mulheres Estudantes da UEE Livre/RS além de se constituir em um espaço debates e reflexões, como fórum de definição de linhas de atuação do movimento feminista inserido no movimento estudantil no Estado, instigou a criação de novos coletivos de mulheres nas universidades, o fortalecimento dos coletivos já existentes, e funcionou como espaço preparatório para o IV Encontro de Mulheres da UNE.

Assim, o Movimento de Mulheres do Estado do Rio Grande do Sul sai mais fortalecido após a realização deste I EME-UEE Livre/RS, da mesma forma que o movimento estudantil em geral.


Da UCS, participou uma delegação de 17 mulheres estudantes




O I EME significa uma conquista do movimento de mulheres estudantes que terá daqui em diante e através das próximas edições, esse importante espaço de fortalecimento, formação e articulação das mulheres estudantes no Estado e com o movimento a nível nacional.

E rumo ao IV EME Nacional!


Sobre Medicina, Greves e Governos

Durante minha estadia em Cuba, além de estudar história na Universidad de Oriente, em Santiago de Cuba, também tive a oportunidade de acompanhar, enquanto estava em Havana, os estudantes de medicina em suas mais diversas atividades, tanto teóricas como práticas. E posso afirmar que foi uma das experiências mais impactantes que já tive. Acompanhava-os na Universidade e nos hospitais. Realizava com eles visitas a domicílios, que sempre eram mais longas do que esperávamos, pois tão grande era o carinho com o qual éramos recebidos que acabávamos conversando sobre os mais diversos assuntos. E quando se inteiravam que éramos estudantes brasileiros, aí já ofereciam café e tudo quanto possam imaginar. Enfim, fiquei realmente impressionado com o sistema de saúde daquele país e com o enfoque que é dado pela medicina, extremamente humanizadora, sem qualquer viés que objetive o lucro. Realmente fiquei tentado a trocar a carreira de historiador pela de médico e, se não fosse minha aversão às agulhas, talvez o teria feito. Poderia relatar também aos leitores, minhas experiências em Cuba enquanto paciente (estive internado no hospital em duas oportunidades), mas aí o texto tornar-se-ia extenso demais. Bom, talvez na próxima oportunidade eu conte. Mas por enquanto, fica aqui meu grande abraço aos meus amigos formados em medicina em Cuba e que hoje estão cumprindo missão médica nas selvas da Venezuela: a Marcus, Daniel e Ana Rosa, meus sinceros agradecimentos pelos ensinamentos que me passaram e continuam me passando.

Quando voltei ao Brasil, comecei a analisar um pouco mais o nosso sistema de saúde (não tão profundamente quanto gostaria). Antes de qualquer coisa, quero deixar bem claro que sou um grande defensor do SUS que, apesar de todos os problemas que devem ser resolvidos, possui uma ótima concepção de medicina, a começar pela afirmação de que ela deve ser totalmente pública. Sabemos que a carreira de médico no Brasil, e em muitos outros países, é a mais elitizada de todas. Ou seja, nosso problema começa já na Universidade, pois geralmente quem consegue ingressar nos cursos de medicina são estudantes das classes mais abastadas da nossa sociedade. Bueno, apesar de toda a regra ter suas exceções, daí já podemos deduzir as concepções de medicina que são predominantes em nosso país. Aliás, talvez muitos ainda não saibam, mas os estudantes brasileiros formados em medicina em Cuba, são proibidos de trabalhar no Brasil. Por quê? Posso arriscar que seja por uma reserva de mercado (isso mesmo, medicina também é mercadoria no Brasil), ou seja, quanto menos médicos, mas caro se torna nossa saúde. E isso não é só culpa do governo, pois existe uma grande pressão dos conselhos médicos no país para barrar a vinda desses médicos recém formados em Cuba e que possuem uma outra visão da medicina.

Considerações feitas, quero por último falar sobre a greve dos médicos em nossa cidade. Mais uma vez a população de Caxias sofre com este descaso. Mas a culpa é dos médicos somente? Claro que não. A grande mídia de nossa cidade tenta desesperadamente tirar a parcela de culpa do nosso governo municipal e colocá-la nos médicos. Estes, estariam sendo irresponsáveis e não estariam pensando na população. Mas que hipocrisia. Bom, as eleições municipais de 2012 estão chegando e é claro que a prefeitura não quer ser alvo de críticas desde já. Mas o fato é que a prefeitura é omissa e irresponsável na condução deste caso. Quantas vezes o nosso prefeito foi conversar com os médicos? E será que não poderia ter sido estabelecida, antecipadamente, uma mesa de negociações e diálogo com a categoria, para ouvi-la e para tentar encaminhar este caso de forma que a população não fosse atingida. É claro que o prefeito não deve estar muito preocupado, por que não precisa utilizar o postão 24 horas. Os planos de saúde, que ganham dinheiro com a falta de saúde das pessoas, estão espalhados por todo o canto e demonstram ser um bom negócio para quem quer investir neste ramo. Enquanto isso o que faz a grande mídia? Critica fortemente os médicos e o sistema público de saúde. Para quê? Para enfraquecer a categoria e eximir de toda a culpa a prefeitura, e além disso, para fazer com que a opinião pública diga que se tenha que privatizar a saúde também. Que absurdo! Não agüento mais ligar a televisão de meio dia e ver os comentários dos jornalistas marionetes do grande capital. Saúde pública e de qualidade é que precisamos para uma vida mais digna.

Paulo Amaro Ferreira

Acadêmico de História e Coordenador de Assistência Estudantil do DCE UCS

Mesa de negociação e a responsabilidade do movimento estudantil

Constituir um canal de diálogo com a reitoria de uma universidade sempre foi um desafio para o movimento estudantil. Quando essa universidade é particular então a situação é muito pior. Durante 6 anos é reivindicação da Movimentação a criação de uma mesa permanente de discussões. O objetivo desse fórum é debater (a proposta inicial contemplava também professores e funcionários) temas de interesse institucional, criar uma agenda de demandas e avaliação da realização das mesmas e criar um canal onde os problemas possam ser discutidos antes de se tornarem crises institucionais.

Nesse ano conseguimos depois de dois grandes embates a criação desse espaço. Ele está restrito ao diálogo entre a reitoria e ao movimento estudantil, mas já avaliamos que é um grande começo.

Na última sexta-feira, dia 8, aconteceu a segunda reunião desse fórum. Nela pode-se fazer uma avaliação do novo sistema de impressão da UCS. A questão das cotas de impressão, inclusive, foi um dos motivadores para a criação dessa agenda. Durante a reunião foram apresentadas sugestões para melhoria do sistema, novas reivindicações e até mesmo algumas conceitualizações. Mas o fundamental desse espaço não é o que foi discutido, isso está no site do DCE, o principal é o ambiente político criado.

Nesse momento estamos com um papel de protagonistas dos debates da universidade. Apesar a UCS ter aproveitado a reunião e apresentado o convênio com a Biblioteca Virtual 2.0, nós apresentamos a proposta de um seminário de avaliação (que ficou acordado com a reitoria para realização em conjunto). Nessa reunião nós pautamos o debate. Nossa postura foi propositiva e reflexiva.

Para as próximas reuniões temos o dever de preparar uma agenda de temas onde possamos avançar ainda mais. Temos na pauta a Casa do Estudante, a Creche, as eleições para direção de centro, a reforma dos estatutos da UCS, o reajuste das mensalidades, os estacionamentos, as bolsas, a pesquisa, a extensão universitária, enfim, podemos enumerar aqui uma série de temas que podem ser apresentados. Nem todos teremos conquistas imediatas, mas se conseguirmos avançar, nem que seja em pequenos passos, teremos conseguido grandes vitórias.

A postura da Movimentação deixa claro para todo o movimento estudantil que somos um grupo que dialóga, mas que não ficamos apenas na conversa. Temos condições de dialogar, pois temos capacidade elaborativa, história e conhecimento suficientes para produzirmos um diálogo produtivo. Nossa oposição era extremamente pobre nessas características tanto que nas vezes que foi para a mesa de discussão não passou de falas monossilábicas.

A Movimentação está no caminho certo na condução do movimento estudantil na UCS. Ela estabelece um movimento com diálogo. O tem de um, ou de outro, é dado pela reitoria. Quando nossas reivindicações são ouvidas o movimento é mais propositivo, quando somos desrespeitados, o movimento é mais incisivo. No outro lado desse paradigma fica as pessoas que apenas querem status para poderem dizer: “eu tive reunião com o reitor”. Felizmente a Movimentação está no primeiro caso.

Racismo: o movimento estudantil não aceita, denuncia!

O Diretório Central de Estudantes – DCE e o Coletivo de Mulheres Estudantes da UCS, repudiam através desta carta, a atitude racista praticada pelo senhor Orlando Andreazza, contra a operadora de caixa Queren Pereira no dia 12 de abril desse ano (ontem), bem como a de todos/as que compartilharam seu posicionamento, rindo e aderindo a piada preconceituosa.

Orlando Andreazza, fez uma piada de cunho eminentemente racista contra Queren nas dependências do Mercado Andreazza (filial do bairro Pioneiro), e, portanto, a expondo e a constrangendo publicamente. Referiu-se a jovem que é negra e está grávida, a comparando a um objeto e seu filho a um “macaco”, conforme publicado no Jornal Pioneiro de hoje.

A opressão e o preconceito se reproduzem de várias formas em nossa sociedade, e as brincadeiras e piadas são as formas mais comumente propagadoras desses valores e práticas
que oprimem, constrangem e inferiorizam as pessoas no cotidiano, tendo como alvo sua cor,
sexo ou orientação sexual. Essa opressão advinda do comportamento social construiu-se reiterando a exploração e o controle e ainda está muito presente atualmente.

A partir disso, as piadas, geralmente utilizadas com trocadilhos, como essa, tendem a
reforçar a naturalização do preconceito e inferiorizar as pessoas, exteriorizando de forma “não direta” todo o preconceito e crueldade direcionados a população negra, às mulheres e a
população economicamente desfavorável, como ocorreu nesse caso.

Devemos combater toda a forma de opressão e por isso não podemos permitir
qualquer atitude que reproduza esses valores arcaicos. Reiteramos que toda pessoa tem
direito a não opressão, garantidos legalmente através dos direitos civis, políticos e sociais e no mesmo sentido, deve ser respeitada em suas diferenças.

Consideramos tal situação de extrema gravidade, e que o mentor deve ser responsabilizado pelos seus atos.

Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Caxias do Sul – DCE UCS, gestão 2011 

Coletivo de Mulheres UCS

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Movimentação não esquece dos Núcleos. Reunião com DAs do Nugua encaminham demandas a reitoria


Na manhã de hoje, 14/04, os representantes dos estudantes do NUGUA, representante do DCE da Movimentação reitoria realizaram uma reunião para discutir sobre demandas do Núcleo de Guaporé. Estiveram presentes na reunião o Coordenador de Assistência Estudantil do DCE, Paulo Amaro Ferreira (Movimentação), os membros do Diretório Acadêmico de Direito de Guaporé Juciane Rasador e Rui Schulz Filho, e também o membro do Diretório Acadêmico de Administração de Guaporé Fabrício Rossetto. Por parte da UCS, se fizeram presentes o Reitor Isidoro Zorzi e o chefe de Gabinete do Reitor, José Carlos Monteiro,

Esta reunião havia sido solicitada pelos estudantes de Guaporé, com o objetivo de trazer as demandas do NUGUA até a reitoria, para que a mesma estivesse a par do que ocorria lá. Além de demandas de infraestrutura, existe também uma pauta política, principalmente pela dificuldade de diálogo com a direção do núcleo.

Após a apresentação das demandas, a reitoria se comprometeu em atender imediatamente alguns itens que dizem respeito à estrutura, que são: separação das salas dos DAs de Direito e Admistração, que até então funcionam em uma mesma sala, apenas separados por uma divisória; a criação de um Centro de Convivências no subsolo, onde se isntalaria o bar, melhorias no SAJU, que funciona em uma sala no centro da cidade, e também a instalação de Wireless em todo o núcleo.

Além disso, a reitoria se comprometeu também em trabalhar para que o diálogo entre direção do núcleo e os estudantes avance, para que cada vez mais se possa melhorar a qualidade do ensino no NUGUA.

Esta reunião também faz parte de uma política adotada pelo DCE neste ano, que é a de priorizar os Campis e Núcleos, já que no último ano pouco se fez neste sentido. Acreditamos que, por pagarem os mesmos valores do que os estudantes da cidade universitária, os estudantes dos Campis e Núcleos têm o direito de ter as mesmas condições para desenvolverem seus estudos.

sábado, 2 de abril de 2011

Semana do Hip Hop nós apoiamos

A Vereadora Denise Pessoa (PT) apresentou um projeto de lei para que tenhamos a Semana Municipal de Hip Hop.

Este projeto é de suma importância para que o Movimento Hip Hop tenha a garantia de trabalhos desenvolvidos durante todo o ano. Porém, quando o projeto foi discutido em sessão na Câmara dos Vereadores muitos desses representantes da comunidade caxiense riducularizaram o Movimento desvalorizando o trabalho desenvolvido de forma independente por muitos militantes que não tem acesso a recursos públicos.

Um argumento usado para derrubar o projeto foi o fato de que o movimento já recebe verbas para desenvolver atividades. Este pequeno grupo inserido na secretaria de cultura, mais específicamente no departamento de arte e cultura popular não representa o Movimento Hip Hop em sua totalidade. A Vereadora Geni Peteffi (PMDB) foi a que mais enfatizou que a Semana do Hip Hop não deve existir.

O grupo de Hip Hop Poetas Divilas tomou a iniciativa de fazer uma campanha para a aprovação do projeto. Desenvolvemos um logotipo e um dossiê do Hip Hop para esclarecer o que é o movimeto e embasar a decisão dos vereadores. Encaminho este material em anexo para que tod@s possam se interar no assunto.
Além deste material, fizemos algumas reuniões com lideranças do movimento e vereadores que ainda  estavam em dúvida em relação ao movimento e ao projeto.

Enquanto militante do Movimento estudantil e do Movimento Hip Hop esperamos o Apoio da Movimentação neste processo, principalmente no dia da votação que saberemos informar as vésperas da data certa.

César Vinicius
Presidente DAPP

quarta-feira, 30 de março de 2011

A luta das “mães do Mariani” por educação infantil: expressão da busca por direitos



por Daniela Anunciação e Raquel Duarte

“Mães do Mariani”, assim ficaram conhecidas as moradoras do bairro Mariani de Caxias do Sul, que se tornaram um exemplo de organização e luta das mulheres na cidade.


Elas saíram da reunião do Orçamento Comunitário do bairro (processo que substitui o Orçamento Participativo no município) com a certeza de que em breve teriam a tão esperada escola de educação infantil. Não podiam imaginar que aí iniciaria um verdadeiro martírio.

Em fevereiro deste ano, a prefeitura autorizou o início das obras. Porém para total surpresa no terreno destinado à construção da “creche”, seria construída uma área de lazer.

Como assim? Ficaram sem entender como é que a grande prioridade do bairro – escola de educação infantil – tinha se transformado de uma hora para outra em uma área de lazer. Mas elas não ficaram paradas.

A luta das mulheres pelas “creches públicas”, não é uma luta recente. Estudando a história do feminismo, percebe-se que em meados do século XIX, feministas como Clara Zetkin, Alexandra Kolontai, entre outras, afirmavam o papel do Estado na socialização das tarefas domésticas, por meio de serviços como lavanderias, restaurantes populares e “creches”.

Essa luta continua muito atual. A construção de escolas de educação infantil tornou-se um direito da criança e uma política pública para as mulheres O acesso às escolas de educação infantil é um direito da criança, uma vez que é a primeira etapa da educação básica, e, portanto, é um dever público.

Sem “creches públicas”, impossível caminhar na direção da igualdade entre homens e mulheres. Claro, numa sociedade onde é latente a divisão sexual do trabalho, a quem recai a responsabilidade das tarefas do cuidado e da educação?

A garantia de vagas em “creches públicas” constitui-se uma política pública básica para o acesso e a permanência das mulheres no mercado de trabalho, também para acesso ao lazer, à educação e participação em espaços da sociedade. Reafirmando: a educação infantil, é um direito da criança, da mulher, da família, e responsabilidade do Estado.

Sentindo-se extremamente injustiçadas, as mães do Mariani uniram-se para reivindicar seus direitos. Com a chegada das máquinas no terreno onde seria construída a área de lazer, impediram o início das obras com seus próprios corpos.

Em outro momento, participaram de audiência pública, cobrando posição d@s vereador@s do município, entregaram abaixo assinado para o Ministério Público, fizeram manifestações em frente à prefeitura, exigindo resposta do Prefeito, e nada.

Mas elas não se cansaram. Ocuparam simbolicamente o Centro Comunitário do Bairro, e lá organizaram uma “creche comunitária”. Fizeram alimentação e organizaram atividades para mais de quarenta crianças. E a resposta do poder público municipal, para espanto, ou não, foi dizer que a partir de agora, a mobilização das mulheres se tornara um caso de polícia, mostrando total ou desrespeito para com os direitos humanos.

Mais uma vez, as mulheres não se intimidaram. Elas conhecem seus direitos!

Ora, o centro comunitário pertence aos moradores do bairro, e como sócias da Associação do Bairro, têm todo o direito de ocupá-lo pacificamente.

Ainda sem obter qualquer retorno positivo para a demanda, no dia 21 de março, as mulheres fizeram uma caminhada, de 10 Km, do bairro Mariani até a prefeitura, passando pela Avenida Júlio de Castilhos, parando o trânsito, e chamando a atenção da população para a sua luta, que não é só delas, e sim de toda a cidade. A final, a realidade da educação infantil no município tem se mostrado muito aquém das necessidades da população do município. Ao chegar na Prefeitura entregaram um documento ao representante do prefeito, com suas reivindicações.

Resulto? Infelizmente ainda nenhum. A prefeitura continua defendendo a prioridade da construção da área de lazer, deixando a construção da “creche” a segundo plano, ou melhor, fora dos planos, demonstrando um total desrespeito com toda a população, e uma insensibilidade tamanha com a luta das mulheres.

Neste exato momento, as mulheres estão acampadas no local onde deveria estar sendo construída a escola de educação infantil. Estão lá, com suas crianças, dia e noite, sob chuva e sol, contando com a solidariedade dos vizinhos e parceiros, e de lá, prometem não sair até uma resposta positiva do poder público

As “Mães do Mariani” estão irredutíveis, incansáveis. Sua dura jornada já completará dois meses. Elas só querem que a prioridade eleita pelos moradores do bairro seja respeitada.

A luta das “Mães do Mariani” é uma luta de todas as mulheres. Construção de Escolas de Educação Infantil tem que ser prioridade. Esse é um problema enfrentado em diversos bairros da cidade. Todo apoio e solidariedade à luta das “Mães do Mariani”!

sábado, 26 de março de 2011

100 dias de gestão, uma avaliação

A Movimentação já sabia que o DCE estava numa situação ruim quando concorremos no ano passado. Tinhamos algum conhecimento sobre isso por que compusemos a gestão e, por mais que quiséssemos participar a antiga diretoria do DCE só realizou 2 reuniões da Coordenadoria do DCE e 3 Conselhos de Entidade de Base. Mesmo assim não nos furtamos de debater o movimento estudantil da UCS. Prova disso é esse blog com inúmeras postagens (mais do que no site do DCE no ano passado).

Não queremos ficar vivendo de passado, até por que o grupo que hegemonizava a entidade no ano passado já teve seu julgamento pelas urnas e foi derrotado, mas alguma questões são importantes de serem compartilhadas com os estudantes, até para que essas mesmas pessoas não venham com mentiras.
A estrutura da entidade

Recebemos o DCE em uma sala minuscula, com móveis e computadores quebrados, sem documentos da gestão 2010 e sem nenhuma condição de trabalho. Passaram 3 cópias da chave da porta e perderam a chave do cofre! (ironico isso).

Na área de comunicação então nem se fala, a única ação em 12 meses de gestão foi um blog com pouquíssimos acessos e ate hoje esperamos a senha do email dceucs@gmail.com (foi criado um outro dceucs@dceucs.com.br) Neste email tem um maillig de 4 mil emails que a movimentação passou para a gestão 2010.

O site www.dceucs.com.br , no primeiro mês que recolocamos no ar já teve mais acessos que todo o ano passado. O twitter (que passamos dos 1000 followers) e Facebook (que tinha 18 amigos e hoje tem mais de 800) se tornaram ferramentas positivas, que dialogam com os estudantes. Ainda por cima tem um guia de convênios com descontos para estudantes com mais de 50 convênios até agora e tende a crescer! Criamos também a ouvidoria do DCE ouvidoria@dceucs.com.br.

Desde janeiro a Movimentação está se dedicando a recuperar o espaço perdido no DCE. Reformulamos a sala, criamos uma sala de reuniões, área administrativa e depósito, além da área de convivência dentro de nossa sala.  Adquirimos 2 computadores e 1 impressora e consertamos o outro PC.

Relacionamento com os DAs
No auxilio aos DAs nós em menos de 1 mês quase demos mais auxilio que toda a gestão 2010 e alem disso estamos dialogando com a reitoria para fechar 2 projetos que avançam na organização dos DAs e do ME na UCS: comodato de utilização dos espaços dos DAs e recadastramento dos DAs.

Lembrando que os DAs que receberam auxilio este ano, receberam por projeto e não por proximidade política como ocorreu no passado. Na questão demandas dos DAs também estamos atentos e procurando dialogar constantemente, em Caxias e fora.

Na organização das eleições dos DAs estamos atentos a incoerência da comissão eleitoral do ano passado ao conduzir a eleição do DARVIN e do DRE de Vacaria que precisam ser resolvidas.

DCE também é cultura
Bom, na cultura já foram 11 atividades nos Núcleos que foram completamente esquecidos no ano passado, mais 3 agendadas para Bento, Caxias e Vacaria. Ainda tem a programação do coletivo de mulheres que são outras 25 atividades! Todas contaram com grande participação de público.
Não torramos dinheiro do estudante em show de 70 mil reais e muito menos fizemos festas particulares em espaços da UCS com depredação do patrimônio da universidade, não quebramos máquina de suco do RU como aconteceu no ano passado.

Na defesa dos estudantes
No debate político então o DCE conseguiu dentro e fora da Universidade pautar temas de interesse com personalidade e poder de fala e argumentação: Cotas de impressão, RU, Reforma da saúde mental de Caxias, Plano de Participação Plurianual do Governo do Estado e não para por aí, a mesa de negociação com a reitoria e o Grupo de Trabalho de reforma do estatuto da UCS serão um espaço rico no debate sobre os rumos da UCS.

O DCE hoje é um lugar efervecente. Todo o dia temos atividades e os estudantes vão na sede da entidade para algo além de pegar café na máquina ou tirar xérox. Isso é uma mudança grande de paradigma. Saímos de uma gestão que juntava os amigos e buscava benefícios próprios para uma gestão que defende os estudantes e luta junto com eles.

No ano passado as únicas vezes que os estudantes entraram na sala do DCE era para chamar a antiga gestão de vendida. Isso acabou. Convidamos a todos os estudantes , dirigentes estudantis ou não, que quiserem discutir a sérios sobre a UCS que apareçam na sede do DCE. Hoje, lá, não há mais lugar para oportunistas.