terça-feira, 25 de janeiro de 2011

[artigo] A Falência da Família e do Matrimônio Cristãos

Marx escreve, em 1843, que “a crítica da religião é o pressuposto de toda a crítica”. Segundo ele, prosseguindo sua análise, “a religião é o suspiro do ser oprimido, o íntimo de um mundo sem coração e a alma de situações sem alma. É o ópio do povo”. Pois bem, acredito que a critica religiosa tenha sido já completada nos dias de hoje. Há muito pouco a acrescentar sobre o que os filósofos já discorreram sobre o tema. Não foram poucos os que teorizaram a respeito da religião. De Marx a Weber, de Nietzsche a Schopenhauer, das mais diversas correntes filosóficas, de alguma forma ou de outra, com maior ou menor intensidade, a crítica foi feita.

Escrevo este texto, para tratar sobre dois temas estreitamente interligados entre si: a família (monogâmica patriarcal) e o matrimônio. Quando falamos em família, já pré-estabelecemos um modelo que nos foi inculcado desde a tenra infância: um pai (o provedor), a mãe e os filhos. Este é o modelo de família que concebemos como o “normal”. Seguindo este raciocínio, temos já então um modelo de união conjugal: o matrimônio monogâmico católico (e hoje em dia incluímos aqui as mais diversas igrejas cristãs). Eis então dois elementos seriamente ameaçados pela sociedade contemporânea.

O modelo monogâmico patriarcal de família serviu perfeitamente à consolidação e perpetuação do sistema social vigente, ou seja, o capitalismo. Não vou aprofundar-me neste ponto específico aqui neste espaço, mas deixo uma boa dica de leitura para os interessados: “A Psicologia de Massas do Fascismo” de Wilhelm Reich. Porém, a falência deste modelo de família não significa a derrocada deste modelo de produção. Mas, como nos diz um axioma do direito, "contra fatos não há argumentos". Nos deparamos hoje com algo que nem os mais entusiastas do catolicismo conseguem esconder: há uma forte crise no modelo de família e de matrimônio cristãos. Nossos pais são talvez, a última geração de marido e mulher que vivem um único matrimônio. Ainda assim, muitos de nós já somos filhos de pais separados. E isso tende a aumentar. Não por que um belo dia os homens e mulheres acordaram e decidiram que não queriam mais casarem-se, terem filhos, e viverem juntos até o fim de suas vidas, mas por que a dinâmica social já não é mais a mesma do que a de 50 anos atrás.

Entretanto, não podemos deduzir, a partir da verificação da ruína da família e do matrimônio cristãos, que o modelo de sociedade que  vivemos está ruindo. Pelo menos não em seus traços fundamentais. O que estamos observando é uma alteração em alguns pontos da superestrutura do capitalismo, mais especificamente do ponto de vista ideológico religioso. Mas em seu âmago, o capitalismo continua atuando da mesma forma, com seus mesmos mecanismos de exploração, que foram apenas adequados aos novos tempos. Se fôssemos realizar uma análise hegeliana, ou ainda weberiana deste fenômeno, poderíamos facilmente chegar à conclusão de que o capitalismo estava ameaçado ou que ele estava se modificando em suas estruturas. Mas do ponto de vista do materialismo histórico, isso representa apenas uma leve alteração em alguns padrões culturais, insuficiente, até por que não têm este propósito, de alterar o sistema por completo.

Nesta mistura de teorias a respeito da religião, vou permitir-me encerrar com o sarcasmo nietzscheano: os noivos juram amor eterno, o padre os abriga a tal ato, após vem o divórcio e a negativa da igreja a um próximo matrimônio. Santa hipocrisia social. E o pior de tudo isso, é que todos os envolvidos sabiam de tal desfecho!

Paulo Amaro Ferreira
Acadêmico de História
Coordenador do DCE UCS

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Como ficou a nova diretoria do DCE/UCS

Empossada em dezembro do ano passado a nova diretoria do DCE para a gestão 2011 é composta pelas 3 chapas que disputaram as eleições. A diretoria é composta dessa maneira por uma modificação feita no estatuto do DCE em 2007. A gestão anterior "DCE por Você" tentou a todo o custo modificar os estatutos e retirar a proporcionalidade e transformar a entidade em presidencialista. Felizmente não conseguiram seu intento.

Abaixo segue a relação dos nomes e cargos da nova diretoria:

Coordenadorias
Assistência Estudantil  - Paulo A. Ferreira
Campi e Núcleos - Jéssica de Souza
Combate as opressões - Daniela A. Anunciação
Comunicação - Lucas M. de Souza
Cultura - Caciano Kuffel
Ensino - Juliana Fonseca
Extensão - Jean M Baú
Formação - Jean Carlo S. da Silva
Integração Estudantil - Sharon R. Vieira
Patrimonio e Finanças - Vinícius L. Postali
Pesquisa - Lucas de Oliveira

Diretorias
Pós-Graduação - Manuele Araldi
Sequenciais - Samuel Melotto
CARVI (Campus da Região dos Vinhedos) - Aleferson de Menez
CAMVA (Campus de Vacaria) - Recília F. Madeira
NUGUA (Núcleo de Guaporé - Bruna Zortéa
NUCAN (Núcleo de Canela) - Valda P. Neves
NUPRA (Núcleo de Nova Prata - Cristiane Pena
NUVER (Núcleo de Veranópolis - Jean Zito Blaskoski
NUFAR (Núcleo de Farroupilha) - Bianca Porto
NUVALE (Núcleo do Vale do Caí) - Lucas Pelini
CCH (Centro de Ciências Humanas) - Douglas T. Finger
CCBS (Centro de Ciências Biológicas e da Saúde) - Leonardo Gagliardi
CCET (Centro de Ciências Exatas e Tecnologia) - Barbara Demétrio
CCAD (Centro de Ciências da Administração) - Jordana Sage
CEFE (Centro de Filosofia e Educação) - Odair Camatti
CCJU (Centro de Ciências Jurídicas) - Rafael Di Domenico
CEAA (Centro de Artes e Arquitetura) - Elisa Rossi Kremer
CECI (Centro de Ciências Econômicas, Contábeis e Comércio Internacional) - Ronaldo Duarte
CCCO (Centro de Ciências da Comunicação) - Claudir P. dos Santos
CCTI (Centro de Computação e Tecnologia da Informação) - Ana Paula Pappen