segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Diretor do Centro da Saúde é reempossado

Na sexta-feira passada, 25/02, o Diretor do Centro de Ciências da Saúde, Paulo Gedoz, foi reempossado no seu cargo. Ele havia sido afastado no ano passado e ganhou, na justiça, a sua reitegração ao cargo. Mesmo a UCS tendo aprovado no Consuni (leia matéria no site do DCE), o seu afastamento, a Universidade foi obrigada a acatar a ordem judicial.

O despacho foi cumprido às 9h30min da manhã na sala da Assessoria Jurídica da UCS. A professora Chalela representou a UCS. Um oficial de justiça estava presente  para garantir a execução do despacho. Após o encaminhando jurídico uma comitiva composta pela ADUCS, Sinpro, professores e por integrantes da Movimentação foi até o Bloco S, onde foi constado que todos os funcionários estavam de folga.
Fica claro que não há nenhum interesse, por parte da universidade, em dialogar. É muito mais fácil, ao que parece, demitir toda e qualquer pessoa que se contraponha ao Reitor do que promover um espaço de diálogo. Mesma assim a intenção do professor Paulo é conversar com todos os coordenadores e diretórios acadêmicos junto.

A posição da Movimentação sempre foi clara a respeito das eleições para direção de centro e sobre a demissão de diretores e coordenadores.

  • Não concordamos com a perseguição que está havendo na universidade;
  • Somos contra diretores de centro indicados pela reitoria;
  • Somos favoráveis a nomeação dos candidatos mais votados pela comunidade universitária.
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Reunião busca evitar o cancelamento de disciplinas

Os integrantes do Diretório Acadêmico de Jornalismo da Universidade de Caxias do Sul, Robin Siteneski e Renata Zanatta, reuniram-se com o coordenador do curso, Álvaro Fraga Moreira Benevenuto Junior, na tarde do dia 9 de fevereiro. O encontro teve o objetivo de esclarecer o cancelamento de disciplinas de Jornalismo Online, Telejornalismo II e Radiojornalismo II (currículo novo); e de Telejornalismo IV, Projeto Experimental - Radiojornalismo, Projeto Experimental - Gráfico e Projeto Experimental – Telejornalismo (currículo em extinção). O cancelamento foi advertido aos estudantes, naquela mesma semana, através do UCS Virtual. A medida, que afetaria a todos os alunos do curso, causou indignação geral e foi neste clima que o DAJOR decidiu intervir.

Álvaro explicou que, apesar de se tratar apenas de uma advertência, as normas institucionais determinam um número mínimo de 13 alunos por disciplina. De acordo com ele, a UCS já vem quebrando esta regra ao realizar cadeiras com oito, ou até mesmo, menos alunos. Ao anunciar o cancelamento, a coordenação do curso pretendia estimular a matrícula de mais alunos. Das disciplinas ameaçadas, apenas Laboratório de Jornalismo Online foi realmente cancelada, já que havia somente duas inscrições. As outras cadeiras, ainda do currículo novo, acontecerão normalmente, mesmo com sete e oito matriculados. Com relação ao currículo antigo, o coordenador afirmou que há ainda mais exceções, já que estes alunos precisam transitar entre uma grade curricular e outra. Os alunos da manhã podem ainda pedir tutoria junto à Instituição, caso as disciplinas de interesse não tenham procura significativa.

Jornalismo no turno da noite
Os integrantes do DA levantaram outra questão: o curso vespertino. Certamente o horário dificulta a rotina dos alunos que precisam trabalhar. Álvaro, no entanto, afirmou que transferir o curso para a noite pode demorar de três a quatro anos, já que recentemente o currículo foi todo ajustado para o vespertino. Segundo ele, a opção pelo horário se fez baseada nas preferências dos próprios alunos.
Os representantes do diretório demonstraram a preocupação de que as matérias do currículo novo já estão ameaçadas. O curso no vespertino teria, conforme relatou em diversas oportunidades as coordenações do curso e do centro, aumentado o número de alunos. O DA se dispôs a debater a razão pela qual, cadeiras, que tiveram turmas com 25 alunos no semestre passado, receberam apenas oito ou sete interessados na disciplina seguinte, ou, no caso de jornalismo online, chegou até a ser fechada. O coordenador disse que o espaço para isso seria a avaliação online. Para o diretório, a ferramenta não é suficiente, nem é utilizada pela maioria dos alunos, e os estudantes teriam sugestões importantes para tentar melhorar o ensino já que são os que mais conhecem seus problemas. O DA então ressaltou que uma assembleia de alunos deveria ser feita o quanto antes, desde que ela permitisse aos alunos declararem suas posições, sem que a apresentação de ações do centro tomasse a maior parte do tempo. O coordenador esclareceu que a assembleia convocada pelo centro não é de alunos, é do centro, portanto, a prioridade seria de comunicação institucional.

DAJOR não concorda com as medidas
Ainda durante a reunião, o DA deixou claro que não concorda com a prática de ‘estimular’ os alunos a se matricularem por meio da ameaça de cancelamento das disciplinas, especialmente duas semanas antes do início das aulas, quando a maioria dos alunos, inclusive, já havia pago duas mensalidades. Acreditamos que os alunos de jornalismo são adultos e deveriam ser advertidos da possibilidade do cancelamento ainda em dezembro, quando a maioria dos estudantes efetua matrícula e a coordenação do curso já sabe quais correm o risco de não acontecer.
O diretório sugeriu uma reunião com a coordenadora do centro para debater essas e outras questões, o que o coordenador do curso concordou. O encontro chegou a ser marcado, mas a coordenadora o cancelou dias antes. Uma outra reunião prevista para final de 2010 já havia sido adiada. O DA destacou a importância de que a reunião acontecesse antes do início das aulas. A diretora quer se encontrar com os três diretórios dos cursos de comunicação, mas, até a postagem deste texto, não remarcou a reunião.
No decorrer do semestre, os integrantes do DA pretendem buscar informações sobre o cancelamento de disciplinas junto a outros órgãos responsáveis, as quais serão devidamente postadas aqui. Acreditamos que somente a partir dos nossos direitos é que podemos cumprir com as nossas obrigações de estudantes.

Fonte: DA de Jornalismo

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Consuni marcado às pressas com pauta polêmica

*Por Paulo Amaro Ferreira

Ocorreu hoje (24/02), às 9 horas, uma reunião do Conselho Universitário (CONSUNI), que foi chamada às pressas para discutir um tema polêmico, que era a destituição do professor Paulo Gedoz do cargo de Diretor do Centro da Saúde. No site do DCE que tem um relato sobre a reunião mas quero, aqui, complementa-lo.

Bom, estiveram presentes na reunião, representando os estudantes a Daniela Anunciação, o Vinícius Postali, a Naiara Conterno e eu.

A primeira pauta da reunião foi interessante para nós, pois deliberou sobre mudanças no estatuto da UCS. A Universidade deverá apresentar algumas mudanças em seu estatuto, até para que ele esteja em consonância com o estatuto da Fundação (FUCS). Mas o que ocorreu de bom é que aproveitamos, nós e a ADUCS, que estava sendo representada pelo professor João Ignácio, para aprofundar este debate. A Reitoria sugeriu uma comissão para reformular o estatudo e nós, já na primeira fala, colocamos a proposta do Congresso Estatuinte. 

Na minha fala, coloquei que era o momento para travarmos um grande debate sobre a Universidade e que isso deveria ocorrer com o envolvimento de toda a comunidade acadêmica, e que nós chamávamos isso de Congresso Estatuinte. Logo em seguida à nossa fala, o João Ignácio também tomou a palavra e disse que a proposta da ADUCS também era essa. Enfim, colocamos como proposta que essa comissão de trabalho era apenas para pensar o Congresso, e não para reformular o estatuto ela própria. E acreditem, isso foi aprovado por unanimidade! Temos uma semana para apresentar dois representantes do DCE, um titular e um suplente. Além disso, essa comissão conta com representantes da ADUCS, AFUCS e da reitoria. Dá para termos maioria nela.

Bom, quanto ao ponto de pauta sobre a questão do professor Paulo Gedoz, a nossa intervenção foi no sentido de defesa da democracia e pela volta dele ao cargo de Diretor de Centro. Defendemos uma porposta, que foi feita pelo João Ignácio, de que o CONSUNI não deveria votar tal pauta, até por motivos de preservação do mesmo, pois há uma ordem judicial que determina a restituição do professor Paulo. 

O Reitor pressionou para que fosse votado e colocamos que os Diretores e Diretoras de Centro que ali estavam, não tinham nenhuma segurança para votarem contra a reitoria, pois não possuiam garantia que na próxima reunião não seria eles que estivessem sendo votados pela destituição. 

Foi uma pauta bem tensa e uma votação extremamente constrangedora, pois dava para ver no rosto de muitos, que eles não concordavam com a votação, mas de fato estavam com medo de votar contra o Reitor. 

Apesar do apelo da ADUCS e do DCE em que essa pauta não fosse para votação no CONSUNI, o reitor garantiu uma vitória no mínimo constrangedora e visivelmente à base do medo.

Enfim, esperamos que o Congresso Estatuinte saia de fato e que possamos regulamentar todas as votações, para que não fiquemos reféns de medidas autoritárias.

*Coordenador de Assistência Estudantil do DCE

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

UCS revisará corte nas cotas de impressão


 No dia de ontem (21/02) o DCE/UCS fez uma reunião com o Pró Reitor Financeiro, Gilberto Chissini, o Pró Reitor Acadêmico Evaldo Kuiava, e o Reitor em exercício, José Carlos Köche. Também estavam presentes os Diretórios Acadêmicos de Publicidade e Propaganda, Biologia e Engenharia Química, uma representação de Arquitetura, estudantes e coordenadores do DCE.

Ao invés da reitoria explicar os motivos do cancelamento das cotas de impressão ela abriu a palavra aos estudantes. O coordenador de finança, Vinícius Postali e o coordenador de assistência estudantil, Paulo Ferreira, fizeram uso da palavra dizendo que a reação dos estudantes ao corte nas impressões foi muito ruim. Apresentaram um abaixo assinado com mais de 3000 assinaturas repudiando ação da Universidade.

Ao fazer o uso da palavra o Pró Reitor Acadêmico tentou justificar a nova norma. Para ele havia abusos e mau uso do sistema de impressão. Kuiava também disse que na sua opinião imprimir (textos, slides, etc.) não necessariamente tinha objetivo acadêmico. Ele até disse, sem ter mostrado, que havia e-mails elogiando a atitude da reitoria.

O Pró Reitor Financeiro, Gilberto Chissini, ponderou, sem mostrar números também, que a Universidade necessita fazer cortes orçamentários (e as cotas de impressão seriam um deles), para poder manter o equilíbrio financeiro da instituição.

A ação unilateral da UCS foi duramente questionada. Na opinão dos acadêmicos faltou diálogo por parte da instituição e a reitoria resolveu resolver um problema pontual com uma penalização coletiva. “Foi como o professor punir a turma toda por que um aluno fez bagunça”, citou um estudante presente.
Outros acadêmicos questionaram as afirmações da reitoria. Os representantes da Arquitetura falou sobre o uso dos Ploters pelos estudantes e da dificuldade de muitas vezes usar os computadores do Campus 8 pois eles são muito obsoletos.

A presidente do DA de Engenharia Química também questionou a afirmação do Pró Reitor que imprimir material não é importante. Para isso ela citou que diversas disciplinas os professores postam exercícios ou conteúdos que são acompanhados durante as aulas. Falou também que várias disciplinas utilizam-se de tabelas e que o bloco (G/V) nem laboratório de informática tem.

A mesma crítica foi compartilhada pelo presidente do DA de Publicidade e Propaganda que falou das dificuldades de acessar os laboratórios do CETEL já que eles são salas de aula. E as críticas continuaram vindas dos estudantes de Biologia e Agronomia presentes.

Como alternativa para as impressões o Pró Reitor Acadêmico apresentou um convênio que a UCS está firmando com uma biblioteca de e-books. Segundo ele isso evitaria ter que usar impressões, pois todos os alunos teriam uma senha para acessar o sistema. Isso evitaria, também, segundo o professor, os polígrafos que muitas vezes ferem direitos autorais e a UCS algumas vezes é questionada por isso.

Essa foi uma iniciativa que foi elogiada pelos presentes, mas todos levantaram vários questionamentos. Primeiro, não são todos os estudantes que tem notebook, ou computador, então ainda não é uma ação universal. Segundo, muitos laboratórios de computação da UCS tem equipamentos tão antigos que não dão suporte para essa tecnologia.

Por parte dos integrantes do DCE que não são da Movimentação o colega Jean Baú, Coordenador de Extensão, da Hora de Avançar, solicitou os relatórios de uso de impressões pelos alunos. Já o Coordenador de Pesquisa, Lucas de Oliveira, do DCE por Você, apontou que os professores devem utilizar mais o Ambiente Virtual de Aprendizagem, AVA. Segundo ele a implantação e manutenção do AVA gerou e gera custos para a instituição e não utilizar o sistema é como desperdiçar dinheiro.

Depois de mais de duas horas de reunião foi apresentada uma proposta de criação de um grupo de trabalho para analisar a política de cotas de impressão. Esse grupo se reunirá na próxima quinta-feira (24/02) e decidirá como será daqui para frente. Alguns compromissos estão estabelecidos:

  • ·         Uso de impressões necessárias para fins acadêmicos estão mantidas (ex. plotagem);
  • ·         As impressões de monografias, TCCs e relatórios de estágio não se alteram
  • ·         Esse grupo de trabalho acompanhará, durante o ano inteiro, o andamento do volume de impressões.

Ao final da reunião foi entregue ao reitor em exercício o abaixo assinado com as mais de 3000 mil assinaturas recolhidas pela internet. O chefe de gabinete do reitor, José Carlos Monteiro, admitiu que para toda a ação há uma reação, “e essa [o abaixo assinado] foi a reação dos estudantes, temos que levar isso em conta”, afirmou.

Na parte da noite foi feita uma conversa com os estudantes que estavam presentes no Centro de Convivências. Agregaram-se estudantes de História, Moda e Estilo, Sistemas de Informação e Filosofia. Foi dado um relato sobre a reunião da tarde. Os estudantes também tiveram espaço para reivindicar melhorias em seus locais de estudo, principalmente o Campus 8.

A participação da Movimentação nesses dois momentos foi decisiva. As outras duas forças do movimento estudantil que compõem a diretoria mal se manifestaram e demonstraram um profundo desconhecimento sobre a UCS. Nossa posição foi firme, sem ser agressiva nem conciliadora. Conseguimos agregar estudantes na discussão. O debate não ficou restrito ao DCE. Me parece que os estudantes novamente começam a reconhecer o DCE como entidade de representação.

Ao final da reunião não fomos sectários e abrimos a participação do GT de trabalho as outras forças do movimento, que eram muito minoritárias naquele momento. O DCE participou com uma só fala, liderada pela Movimentação.