sábado, 14 de maio de 2011

Pré - ENUNE/UCS: “O Brasil após expansão das políticas de Ações Afirmativas: Desafios e Novas Perspectivas.”

Debatedores/as:
Clédisson Júnior “Jacaré” (Diretor de Combate ao Racismo da UNE
Loraine Slomp Giron (Historiadora)
Lucas Caregnato (Historiador)
Gerusa Bittencourt (Coletivo ENEGRECER)

Dia: Segunda - Feira, dia 16/05
Local: Auditório do Bloco E - UCS
Horário: 19h30min


“O Brasil após expansão das políticas de Ações Afirmativas: Desafios e Novas Perspectivas.”
A partir de 1988 a população brasileira decidiu construir o regime democrático, bem como praticar a convivência social num ambiente de igualdade, que são incompatíveis com a discriminação racial, religiosa e cultural.
Acontece que, os três séculos de escravidão ensejaram enormes impactos sobre as populações indígenas e negras, ocasionando, hoje, grandes problemas no processo de plena integração social e no exercício de nossos direitos de cidadania. E o maior desafio para os diferentes atores sociais que discutem a questão racial é justamente desmascarar o racismo, dissimulado sob o véu da democracia racial.
Discutir e promover o combate ao racismo nas universidades brasileiras é, antes de tudo, apresentar seu papel importante enquanto transformadora social, e pensar nesta universidade que queremos é um exercício que está profundamente relacionado com o ideal de sociedade que queremos construir.
Com a implementação de políticas de discriminação positiva, as ações afirmativas, demos um passo importante na democratização da universidade, possibilitando que uma parcela significativa da população participe da produção do conhecimento científico que historicamente lhes foi negado, conhecimento este, ainda eurocêntrico e elitista, que nega o papel essencial que a comunidade negra e indígena desempenhou na construção da sociedade brasileira.
Na UCS, mesmo sem a reserva de vagas para afrodescentes e indiodescendentes, existem mais de 4.000 cotistas. Um novo cenário surge na universidade desde então.
Devemos ir além das ofertas de cotas, e pensar na permanência e assistência estudantil através do recorte de quem mais necessita dela, como também erradicar o preconceito e a discriminação racial, a partir de produções científicas, teses, estudos e organizações de coletivos que inserem as questões étnico-raciais no centro das discussões, buscando desmontar ideologias supremacistas e contrapor um modelo de produção do conhecimento que sempre valorizou uma única raiz epistemológica.
A União Nacional dos Estudantes (UNE), o Diretório Central de Estudantes (DCE) e o Coletivo de Negros e Negras da UCS, convoca tod@s para avaliarmos e compreendermos os desafios ainda existentes no que se refere à implementação de políticas afirmativas e, junt@s, apontarmos perspectivas para o seu aprofundamento, em prol da igualdade no acesso e permanência no ensino superior brasileiro.


Chamada para o III ENUNE


Caros colegas, a União Nacional dos Estudantes (UNE) realizará em Salvador, entre os dias 20 e 22 de maio, o III Encontro de Negras, Negros e Cotistas da UNE.

O ENUNE é uma das ferramentas para avançar na luta por uma sociedade justa,igualitária e livre da opressão do racismo. Durante os dias do encontro, as e os participantes discutirão a educação numa perspectiva anti-racista com o proposito de elaborar de forma conjunta com o poder publico e a sociedade civil formas de enfrentamento ao racismo.

O ENUNE está em sua terceira edição e será realizado na Universidade Federal da Bahia (UFBA).