terça-feira, 14 de junho de 2011

Porque participar do Conune:

A União Nacional dos Estudantes é a entidade que representa todos os estudantes do país. Participar do CONUNE é mais do que eleger uma nova diretoria para a entidade. A Movimentação acredita que o Congresso é um importante espaço para troca de experiências, por isso nossa chapa apresenta colegas dos mais diversos cursos.

Poder conhecer outras realidades e apresentar o que estamos fazendo aqui é uma das melhores maneiras de avançarmos no movimento estudantil da UCS.

O que queremos debater no Conune:

Universidades Comunitárias
Está na Câmara dos Deputados um projeto de lei que busca criar um marco regulatório para as Universidades Comunitárias, como a UCS. Entendemos que esse projeto é importante desde que ele preveja processos que garantam a participação, real, da comunidade nas decisões da universidade. Por isso propomos: Eleições diretas para as chefias acadêmicas (Reitor, Direção de Centro e Coordenador de Curso); Paridade nos Conselhos Superiores (estudantes, professores, funcionários e reitoria devem ter o mesmo peso); estabelecimento de outros espaços de decisão, por exemplo, assembleias de unidade.


                                            Assistência Estudantil
São claras as demandas da MOVIMENTAÇÃO. Casa do Estudante, Restaurante Universitário, Transporte Público de qualidade. Mas não podemos ver Assistência Estudantil somente sendo isso. Queremos implementar políticas que garantam a entrada e permanência na Universidade de uma parcela significativa da população. Estamos na Luta para 10% do PIB e 50% do fundo social do pré sal para a educação. Vendo assim uma esperança de uma sociedade justa e igualitária.


                                            Orçamento Universitário
Pagamos, e pagamos caro para estudar na UCS. De todo o valor arrecadado somos responsáveis por mais de 90%. Entretanto decidimos muito pouco quando o assunto é investimentos. Na UCS construímos uma forma de discutir os investimentos com toda a comunidade, o Orçamento Universitário. Já há vários grupos na UNE que assimilaram a nossa propostas, queremos retomar essa discussão para consolidá-la ainda mais.




                                            Saúde


Queremos levar um debate que o NASUCS (Núcleo de Acadêmicos da Saúde da UCS) está fazendo. Defendemos a regulamentação da Emenda Constitucional 29 que estabelece mais recursos para saúde. Também vamos reivindicar que Estados e Municípios invistam os percentuais mínimos constitucionais na saúde (15 e 12%, respectivamente).




                                           Mulheres nos espaços de poder
Nas universidades as mulheres são maioria, porém nos espaços de decisão do movimento estudantil isso não se repete, na UCS apenas 3 mulheres ocuparam a presidência do DCE. O conselho diretor da FUCS não tem nenhuma mulher, assim como nenhuma mulher é pró reitora. Por isso defendemos: a participação das mulheres em todos os espaços de decisão, a abertura de vagas na Creche Universitária para filhos de mães estudantes, contra a mercantilização dos corpos e vidas das mulheres e por uma educação não sexista e inclusiva.


                                       Ações Afirmativas
Precisamos construir uma universidade diversa e plural, que mesmo identificando diferenças, abrigue a todos e todas. Durante décadas os bancos universitários foram ocupados por uma maioria branca, filhos das elites financeiras do país. Com o estabelecimento das cotas raciais e sociais nas universidades e com o ProUni agora o preto, o pobre, o indígena também está alcançando a oportunidade de uma educação de qualidade que lhe dê condições de prosperar.


                                             Combate à homofobia
A aprovação da união homoafetiva é um marco no estabelecimento da igualdade entre as pessoas no país. Mas ainda falta muito. Defendemos a aprovação da PLC 122/06 que criminaliza a homofobia.


segunda-feira, 13 de junho de 2011

Universidade Combatendo as Opressões

Discutir e promover o combate às opressões nas universidades brasileiras é, antes de tudo, reconhecer seu papel de transformador social, pensar na universidade que queremos não está distante da sociedade que lutamos para construir.
 
Mulheres na Universidade

A sociedade contemporânea demonstra uma falsa igualdade, como se já estivéssemos superado o machismo, mas a realidade de vida das mulheres demonstra diariamente que ainda estão presentes.

Constituiu-se no passado o papel social reservado aos gêneros, no qual os homens são educados para os espaços públicos, enquanto provedor da família, viril e racional; e as mulheres nos espaços privados, exercendo funções de zelo, fragilidade e tarefas do lar.

É necessário romper com esta lógica de pré-determinação dos lugares sociais de homens e mulheres, que acaba reproduzindo vícios machistas e contribui para manter a exploração, a “coisificação” e a opressão às mulheres. Os desafios não se resumem a ingressar nessas áreas consideradas masculinas, mas de reverter a essência dessa concepção que tem raízes profundas e históricas.

Enquanto as mulheres não se auto-organizarem enquanto sujeitos políticos, sua própria libertação fica comprometida. Afinal, direitos não são presentes, são conquistas! Para que, de fato, caminhemos rumo a uma sociedade igualitária, livre de opressões de gênero, raça ou classe.

Nas universidades as vagas, em sua maioria, são ocupadas por mulheres e esta emancipação social e econômica insere as mulheres numa tripla jornada (estudos, trabalho e cuidar do lar).

Nos fóruns estudantis, desde os eventos nacionais até os localizados, é importante que o debate de gênero seja estimulado é necessário um constante olhar feminista sobre a universidade, estando atentas:

  • aos projetos pedagógicos dos cursos, visando a educação não sexista, o ensino deve servir a emancipação das consciências, deve servir à extinção de toda forma de preconceito e discriminação. ; 
  • às expressões de violência que muitas vezes aparecem de forma singela reproduzindo a opressão de gênero; 
  • ao direcionamento do movimento estudantil, principalmente para que incorpore as bandeiras feministas; 
  • à mercantilização das mulheres, dos seus corpos e da sua vida; 
  • abertura de vagas na Creche Universitária da UCS, para as mães e pais estudantes, como política de Assistência Estudantil; 
  • às relações de poder que se constroem na universidade (participação das mulheres nos espaços de poder e decisão; 
  • a luta das mulheres por autonomia denunciando o controle dos homens, Estado, instituições religiosas e mercado sobre o corpo e a sexualidade feminina. 
  • a imposição de um padrão de beleza e feminilidade; 
  • imposição da maternidade como destino natural e obrigatório. 

Ações Afirmativas / É preciso enegrecer a universidade.

Lutamos por uma universidade popular e com ampla participação social, melhorando e influenciando a vida em comunidade. Além disso, precisamos construir uma universidade diversa e plural, que mesmo identificando diferenças, abrigue a todos e todas. Entender que o eixo que estruturou o capitalismo no Brasil foi o trabalho escravo majoritariamente negro é

importante para identificarmos onde atacar o ciclo vicioso de manutenção do poder das elites. Estamos superando o déficit de década onde as cadeiras da academia eram ocupadas por sua imensa maioria branca, filhos das classes dominantes do país, que ali formadas, sempre ocuparam as posições dirigentes da nação. O povo preto, e indígena também quer poder!

UNE: Na luta pela defesa e pelos direitos homoafetivos!

A aprovação da união homoafetiva é um marco de resistência heróica de pessoas que nunca calaram diante das opressões, apesar da conquista a muito ainda a ser alcançar, como a aprovação da PLC 122-06 que criminaliza a homofobia. A universidade também tem um papel fundamental para a luta dos direitos humanos. Tivemos um significativo avanço na luta pela cidadania LGBTT, criando mecanismos de participação e protagonizando vários debates dentro e fora da universidade, porém precisamos fomentar a importância de pesquisas e formulações teóricas sobre as políticas públicas LGBTT no Brasil e superação da homofobia, do sexismo e da heteronormatividade. Defendemos uma universidade livre de preconceitos e opressões, onde as pessoas tenham direito de expressar sua sexualidade para a construção de um mundo libertário.

NASUCS na defesa da regulamentação da EC29

O que é?

De forma diferente ao que historicamente ocorria na área de saúde, os estudantes dos cursos da área da saúde, organizaram-se para examinar, discutir, construir e deliberar sobre interesses comuns na área. Para tanto, foi criado o NASUCS (Núcleo de Acadêmicos da Saúde da Universidade de Caxias do Sul), formado por estudantes dos cursos de Fisioterapia, Enfermagem, Medicina, Farmácia, Psicologia, Educação Física, Serviço Social, Biologia e Nutrição. Este Núcleo marca um momento de amadurecimento dos estudantes na direção da união de esforços, na busca de um ensino de qualidade.

A importância do NASUCS pode ser evidenciada por diferentes razões, totalmente articuladas: primeiro, por possibilitar o desenvolvimento de habilidades nas dimensões política e ética em consonância também com a multidisciplinaridade que envolve a articulação de diferentes saberes, tão importantes no desempenho profissional competente; segundo, por possibilitar perceber que há interesses comuns cujo enfrentamento conjunto facilita a obtenção de resultados; e, finalmente por facilitar o entendimento quanto à operacionalidade dos processos Institucionais e da dinâmica da Instituição onde estão desenvolvendo a formação profissional.

Iniciativas desta natureza deveriam ser sempre estimuladas nos cursos que se relacionam diretamente com a área da saúde, de forma a aumentar a integração entre estudantes, gestores e comunidade, com o intuito de potencializar soluções aos problemas que naturalmente ocorrem no processo de construção de competências profissionais.

Em nossa formação profissional aprendemos sobre universalidade, integralidade, interdisciplinaridade, multidisciplinaridade, trabalhar em equipe. E é com essa visão que os/as estudantes da área da saúde que articulam o NASUCS, se reúnem para conquistar melhorias na qualidade de nosso ensino que refletirá na realidade social, praticando a união dos cursos da saúde em discussões, proposições e ações em conjunto!

Como está?

A situação das condições de saúde Nacional (Municipal, Estadual) estão a desejar, o NASUCS acredita e defende a Emenda Constitucional 29, onde a regulamentação busca uma definição de mais recursos federais para a saúde. Levando esta discussão para a UNE, o NASUCS acredita que será uma força a mais cobrando o Ministério da Saúde, Estados e Municípios cumprirem aquilo que já é de clareza meridiana na Constituição Federal e na Lei Orgânica da Saúde, contribuindo também para traçar o que são e o que não são ações e serviços de saúde.

Como queremos?

Queremos o óbvio já definido na Constituição Federal, mas que é sofisticadamente negado pelas esferas de governo. A saúde merece atenção exclusiva para discussão, não devemos mendigar recursos. Devemos cobrar que os Estados e Municípios invistam na saúde como manda a Constituição (15% e 12%, respectivamente, do que arrecadam). Se a União não investe esse mínimo em Saúde perdemos esta verba pública, que poderia ser destinada para várias áreas e projetos, não somente á saúde.