Orlando Andreazza, fez uma piada de cunho eminentemente racista contra Queren nas dependências do Mercado Andreazza (filial do bairro Pioneiro), e, portanto, a expondo e a constrangendo publicamente. Referiu-se a jovem que é negra e está grávida, a comparando a um objeto e seu filho a um “macaco”, conforme publicado no Jornal Pioneiro de hoje.
A opressão e o preconceito se reproduzem de várias formas em nossa sociedade, e as brincadeiras e piadas são as formas mais comumente propagadoras desses valores e práticas
que oprimem, constrangem e inferiorizam as pessoas no cotidiano, tendo como alvo sua cor,
sexo ou orientação sexual. Essa opressão advinda do comportamento social construiu-se reiterando a exploração e o controle e ainda está muito presente atualmente.
A partir disso, as piadas, geralmente utilizadas com trocadilhos, como essa, tendem a
reforçar a naturalização do preconceito e inferiorizar as pessoas, exteriorizando de forma “não direta” todo o preconceito e crueldade direcionados a população negra, às mulheres e a
população economicamente desfavorável, como ocorreu nesse caso.
Devemos combater toda a forma de opressão e por isso não podemos permitir
qualquer atitude que reproduza esses valores arcaicos. Reiteramos que toda pessoa tem
direito a não opressão, garantidos legalmente através dos direitos civis, políticos e sociais e no mesmo sentido, deve ser respeitada em suas diferenças.
Consideramos tal situação de extrema gravidade, e que o mentor deve ser responsabilizado pelos seus atos.
Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Caxias do Sul – DCE UCS, gestão 2011
Coletivo de Mulheres UCS
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