terça-feira, 19 de outubro de 2010

Plenária define agenda de mobilização do ME


A noite dessa terça-feira marca mais um passo na organização do movimento estudantil da UCS para enfrentar o aumento de 7,94% e os retrocessos que propõe a Reitoria. A plenária convocada pelo DCE tinha a intenção de reunir DA’s e estudantes para debater o aumento e discutir a intervenção do ME no processo. A Movimentação, oposição ao DCE UCS, desde segunda-feira mobilizou seus dirigentes, discutindo a posição do grupo sobre a situação da UCS e passando em sala de aula convocando para a atividade de ontem.
Desde cedo os estudantes apareceram para demonstrar sua indignação, tanto sobre o aumento da mensalidade como da possibilidade de acabarem os descontos para a licenciatura. Pouco antes de a reunião começar estudantes de história e biologia concluíam uma faixa com os dizeres: “A UC$ quer retirar, os estudantes vão lutar”. Ao todo quase 70 estudantes se apertavam na sala do DCE para participar da reunião, dos mais variados cursos, muitos no lado de fora.
A abertura ficou por conta do DCE que relatou ter reunido diversas vezes com a Diretoria Financeira da UCS, anterior a definição do reajuste de mensalidades e que se não fosse a “fiscalização” deles o aumento poderia ser superior a 10%. Inclusive foi admitido que o DCE já sabia que o índice seria alto este ano, mas mesmo assim disseram estar surpresos . Foi perceptível uma “quase defesa” do índice com argumentos muitas vezes semelhantes aos usados pela Reitoria.
A partir dessa intervenção, os dirigentes da Movimentação e os estudantes deram o tom da plenária. O estudante de farmácia Vinicius Postali destacou a passividade do DCE: “Se o DCE sabia a mais de 20 dias de um aumento abusivo como esse, porque agora com o reajuste definido é que toma uma ação de repudiar tal fato?”. Apesar do tensionamento, a pergunta ficou sem resposta.
Alem disso, os estudantes aprovaram uma moção de apoio ao ProUni depois das declarações da Reitoria de querer “culpar” os bolsistas pelo aumento. O estudante de história Paulo Ferreira foi alem: “A Reitoria quer responsabilizar os estudantes pela sua incapacidade de gerir a universidade. Porque só o ônus é dividido com os estudantes e o bônus fica só com o Reitor?” destacou.
A plenária debateu também a necessidade da UCS ser mais transparente na construção e divulgação de seu orçamento. Foi citado o “Orçamento Universitário”, surgido nas gestões da Movimentação à frente do DCE UCS, como uma forma de democratizar a construção do orçamento. Nesse ponto a plenária entrou em um debate a respeito da democracia destacando dois importantes pontos: a necessidade da luta pela eleição direta para Reitor e a ampliação do Conselho Diretor da FUCS, garantido representação da comunidade acadêmica.
Muitas propostas de encaminhamentos foram dadas, entre elas: abaixo assinado entre os estudantes, intervenção cultural na UCS e uma comissão de estudantes que dialogue com o Conselho Diretor e Reitoria sobre as reivindicações estudantis. Mas a proposta prática partiu do estudante de biologia Diogo Martinelli: “Tudo isso é valido, mas precisamos conversar com os estudantes e intervir no cotidiano da UCS, sugiro um ato! Que se inicie amanha e só acabe quando formos atendidos!” e, assim se aprovou, um ato nesta quarta (20) contra o aumento das mensalidades a ser realizado no centro cívico a partir das 18h.
Entre as propostas que essa comissão já operacionalizou foi a construção de uma carta com as reivindicações do movimento estudantil. Membros da Movimentação presentes na comissão escreveram, em conjunto com o DCE, este documento contemplando diversos pontos já elencados por nós em carta lançada ontem intitulada “A UCS é mesmo uma universidade comunitária?”. Nesta quarta durante todo o dia será feita a mobilização com passagens em sala de aula para chamar os estudantes a se unir ao ato.
   

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