Na metade do mês de fevereiro a reitoria tomou uma decisão autoritária e, obviamente, unilateral. A decisão de suspender as cotas de impressão nos laboratórios de computação da UCS indignou a maioria dos estudantes da universidade. Fizemos abaixo um resumo de como foi esse debate que já leva quase um mês.
Essa atitude acabou sendo um teste para a diretoria do DCE que enfretaria seu primeiro embate. A Movimentação já sabia que no momento onde a entidade tivesse que se confrontar com as decisões da reitoria, os outros dois grupos que compõem as coordenadorias da entidade, optariam pela subserviência à reitoria, o que foi fato comum na gestão passada.
No dia seguinte aconteceu uma reunião do DCE onde o cancelamento das cotas de impressão era um dos pontos de pauta Para a surpresa da Movimentação os outros dois grupos “DCE porVocê” e “Hora de Avançar” não tiveram nenhum interesse em discutir esse ponto de pauta, ao contrário, optaram por discutir uma verba mensal para cada um dos coordenadores do DCE!
Ao mesmo tempo, pela internet, um grupo de alunos já se organizavam, pelo Orkut, uma mobilização que deu origem a um abaixo assinado virtual, que obteve mais de 4.000 assinaturas. Ao perceber o movimento dos estudantes a Movimentação encampou a luta dos estudantes contra a retirada das cotas de impressão e partiu para a mobilização. Infelizmente os outros dois grupos dentro do DCE optaram pelo imobilismo.
Na segunda-feira, 21/02, ocorreu a primeira reunião entre estudantes e reitoria sobre a retirada das cotas (leia aqui). Nesse momento ficou claro quem tem posição e quem só tem enrolação. A maior parte das falas foi da Movimentação que dirigiu a reunião, questionou e propôs. Inclusive foi iniciativa da Movimentação que a comissão criada para definir a situação tivesse 1 membro de cada um dos grupos do DCE.
Na quinta-feira, 24/02, nova reunião onde esperava-se que a universidade trouxesse os tão falados números que baseavam a decisão dela. Não houve números (leia aqui). Na verdade houve um leilão e o “DCE por Você”, entrou nesse leilão. Quando a Movimentação propôs 90 impressões por disciplinas, um integrante do “DCE porVocê”, propôs 60, ou seja, ao invés de mobilizar, entrou no jogo da reitoria. A partir daí a UCS começou a apresentar número a esmo até chegar as 13 impressões por crédito.
Essa decisão indignou os estudantes, como mostrou a enquete e os comentários no site do DCE. Para 65%, das pessoas que votaram, a proposta da reitoria era Muito Ruim ou Ruim. Até mesmo no blog da “Hora de Avançar”, defensora da proposta, a maior parte dos comentários (que não foram escritos pelos mesmos) foi de reprovação. Como ficaram completamente perdidos as duas forças de oposição perderam o discurso e não conseguiram fazer mais nenhuma proposição.
Coube então, a Movimentação, liderar novamente as discussões para que os estudantes não ficassem ainda mais prejudicados. Abaixo nós apresentamos algumas palavras chaves que fizeram parte dessa discsussão para que todo mundo tenha uma visão mais completa da discussão.
Cota de impressão: Desde 2006 a cota de impressão era 100 por disciplina, antes não havia limite. Agora ficou estabelecida, mesmo a contra gosto, 13 impressões por crédito. Entretanto estão mantidas as cópias para monografia, TCC e relatório de estágio. Também permanecem as impressões em plotter para a arquitetura. Ainda há alguns caso que precisam ser estudados a parte.
Economia de dinheiro: Ao que tudo parece isso é uma lenda. Até agora a UCS não apresentou os gastos que tinha com as impressões. A redução no número também não reduzirá os custos pois ela investirá num projeto de e-book (veja abaixo). Como a UCS terceirizou a impressão ela irá pagar R$ 0,10 por cópia para as empresas que prestarão o serviço.
Meio ambiente: Essa foi outra alegação da UCS para o corte de impressões mas não durou muito, pois a própria instituição tem uma série de contradições na área ambiental, como a falta de separação de lixo, por exemplo.
E-books: A UCS está se associando a uma biblioteca de e-books. A proposta é que cada aluno tenha uma senha de acesso a biblioteca. Isso tem um custo para a universidade e para o aluno (as impressões das páginas são pagas). Porém há uma grande limitação, o site tem apenas 1500 títulos, totalmente insuficiente para uma universidade.
Mobilização: Foi graças ao abaixo assinado virtual e a mobilização via internet que a UCS acabou cedendo. A Reitoria ficou sabendo da movimentação dos estudantes e principalmente do “#zorzifora”. Esse movimento fez, realmente, a universidade repesnar sua proposta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário