Veja abaixo um relato escrito pelo estudante de história Roque Junior sobre a atividade realizada pelo Centro Acadêmico dos Estudantes de História. A foto também é de sua autoria. Mais fotos do evento clique aqui.
Ontem, 3 de agosto, como era de se esperar a aula inaugural de História da Universidade de Caxias do Sul – UCS – foi maravilhosa, muito conteúdo da América Latina e do Brasil.
O auditório do Bloco H ficou repleto, inclusive com diversas pessoas de pé, superando os 180 lugares. Os estudantes e pessoas da comunidade prestigiaram a explanação ,de mais de duas horas, da liderança do Movimento dos Trabalhadores e trabalhadoras rurais Sem Terra, João Pedro Stédile.
Stédile cutucou em vários momentos os representantes da RBS jornais – Pioneiro que estiveram cobrindo o evento, citando que o maiores partidos políticos de direita são os meios de comunicação.
Stédile explanou sobre a História de vários países da América Latina nestas duas últimas décadas.
Iniciou sua fala com uma frase muito apropriada “Quem não conhece a História não poderá ser sujeito do futuro” disse Stédile.
Comentou do novo bloco econômico que está se formando na América Latina, a ALBA – vindo em substituição a ALCA, tendo como propósito a união dos movimentos populares num estilo bolivariano. Projeto continental que pretende ter inclusive moeda única e atenção especial à educação, com escolas latino americanas, citou João Pedro que “há mais negros pobres brasileiros estudando medicina em Cuba do que em todo o Brasil”.
Citou também que em “São Paulo classe média 'burra' prefere ir pro inferno de automóvel do que ir à pé, mas vivo.”
Há um projeto destas escolas para a alfabetização através de 65 capítulos de novela, feita com base no método Paulo Freire. No Brasil, segundo Stédile “há 16 milhões de adultos analfabetos”.
Citou o erro de não ter coligado com o PDT em 1989, “deveríamos estar todos unidos, o ideal para o povo era que Lula tivesse ganho em 1989, mas falhamos” sentenciou ele.
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